terça-feira, 21 de abril de 2020

Auxílio do Bolsonaro ameniza o sofrimento de quem vive na extrema miséria em Sobral

A condição é de extrema miséria. Uma família composta por oito pessoas, entre elas duas crianças, moram numa casa, ou melhor, numa tapera de 30 metros quadrados, com apenas um cômodo. Sem água e sem luz, a casa fica à beira da estrada que vai de Sobral para Coreaú.

A situação é mais complicada quando cai a noite, e o espaço é compartilhado com pessoas e cães e até um casal de passarinhos. A única que não dorme no chão é a caçula, que tem o luxo da rede e o acalento da escuridão. Todos dormem cedo, sem rádio sem TV. O único som vem dos bichos acoitados na mata.

Aqui mora a família de dona Sandra Araújo, de 41 anos, num total de oito pessoas.

A mobília é composta de um pequeno guarda-roupa, um fogão a lenha, improvisado no chão, e quatro colchões velhos, sujos e rasgados, que são espalhados ao chão para dormirem. A casa não tem portas, e eles usam os matos como banheiro.

Mesmo diante de todo esse cenário, hoje é dia de alegria. Dona Sandra Araújo recebeu mil e 800 reais. Era o dinheiro do Bolsonaro, como ela diz. Ela nem sabia que teria esse dinheiro e se arriscava a não ver nem a cor dele.

Mesmo com tanta miséria, ainda aparece alguém para explorar. Os comerciantes costumam sequestrar o cartão do bolsa família para garantir o pagamento das compras a prazo que o pobre é obrigado a se submeter. Eles entregam o cartão e a senha. E o feliz merceeiro passa a sacar o dinheiro, e já nem repassa, diz que já foi tudo comprometido com as compras.

Dona Sandra, que não sabe ler nem escrever, tinha dado seu cartão e o da filha para uma comerciante de Aroeiras, conhecida como Claudete. Foi preciso a ajuda do Conselho Tutelar para que o cartão fosse resgatado.
Só assim dona Sandra pode receber o auxílio, que ela achava não ter direito, porque a comerciante assim o dissera.

A família foi salva pela atuação dos conselheiros tutelares de Sobral Juscelino Sousa e Rony Lira.

Sâmia Prado, filha da comerciante citada na reportagem, nega que sua mãe tenha ficado com o cartão e a senha dos clientes, no seu ponto de venda, no distrito de Aroeira.

Dona Sandra guarda consigo um sonho, que voltou a se iluminar. Ela quer uma casa sua, para morar junto com seus filhos, que tenha água, luz e o mínimo de conforto para viver, amar e cuidar dos seus.

Produção: Wellington Macedo/Luciano clever

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