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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Empregados e pequenos empresários sofrem os efeitos do fechamento do Centro de Sobral

“Como é que a gente ganha o nosso trocado, se devemos ficar em casa? Eu entendo que todos os cuidados devem ser tomados, pois a doença realmente existe, e que as medidas adotadas são necessárias. Mas a gente fica apreensivo com esse fechamento geral do comércio; e as contas não param de chegar”.
Lojas do Centro Comercial de Sobral seguem fechadas (Foto: Marcelino Júnior)

O desabafo é do pequeno empresário sobralense, no ramo de emplacamentos, morador do Bairro Parque Silvana, Marcelo Pontes, 33. A mulher dele tem trabalhado de casa, desde o arrocho das medidas de contenção ao vírus adotadas pelo prefeito Ivo Gomes, na quinta-feira, dia 7, deste mês.

Tendo em vista a parada geral de certos serviços, inclusive, na área de atuação do empresário, Marcelo tem tentado driblar as dificuldades, e as medidas, para seguir trabalhando. “ Com essa parada geral, muitas vezes temos que tentar trabalhar praticamente escondido. Nesta semana, eu comprei um material, em Sobral, e tive de receber a encomenda, em casa, por volta das 23h, por que não tinha como ter o serviço mais cedo”, relata e complementa. “Tudo isso é muito desesperador”.

Foi por meio do Decreto n° 2.418, que o prefeito Ivo Gomes estabeleceu a intensificação das medidas de distanciamento social em Sobral. O documento, que prevê, entre outras medidas, o controle da entrada e saída de veículos em todo o município, também estabelece novos horários de funcionamento de bancos e uma parcela do comércio.

Oficinas e concessionárias, por exemplo, podem funcionar de 13h às 18h. Lojas de vendas de peças automotivas funcionam, exclusivamente, por entrega em domicílio, já o serviço de “drive thru”, de produtos não essenciais, fica proibido. O Mercado Público permanecerá suspenso até o dia 17 de maio, quando se prevê o fim da nova determinação.
Cavaletes impedem a passagem de veículos na vazia Praça de Cuba (Foto: Marcelino Júnior).

Também impedido de trabalhar integralmente, João Batista Regino (50), que lida com o conserto de ar-condicionado, se emociona ao falar da situação dele. A demanda pelo serviço teve queda de 70%, diz o homem. “Eu já estou passando dificuldades com a minha família. Dei entrada no auxílio emergencial, mas nunca foi liberado. Eu tenho uma filha de 8 anos, e não sei mais o que fazer para mudar essa situação. Tem dia que eu me estresso. As portas do meu trabalho estão lacradas. Aí eu penso: vou levar o quê para casa hoje? Pergunta, com os olhos cheios de lágrimas. 

Sem trabalho, João Batista Regino não tem o que levar para casa (Foto: Marcelino Júnior).

“Ainda, no início, o patrão deu cestas básicas para os empregados, mas o tempo foi passando, as coisas foram ficando mais apertadas, mais difíceis para todos nós”, revela seu Regino. “Agora, o jeito é tentar um bico aqui outro acolá, e rezar para conseguir algum trocado. No começo da quarentena, eu já fui impedido de trabalhar, até por um policial, que ameaçou me levar preso. Eu entendo toda essa situação, mas foi muito humilhante ser proibido de fazer a única coisa que faço na vida para sobreviver”, lamenta.

Com o fechamento, por meio de grades e cones, o Centro da Cidade segue quase deserto. Uma imagem de chamar a atenção, mas que, de uma forma ou de outra, faz parte da realidade das pequenas cidades e dos grandes centros mundo afora. Aqui, ainda é possível ver pessoas tentando acesso à Caixa Econômica Federal (agência da Rua Cel. José Sabóia), sentadas em cadeiras colocadas sob uma tenda, disponibilizada pela Prefeitura, para minimizar o sacrifício de se expor ao sol intenso da região.

Joicymara Carneiro, caixa de farmácia, diz que manter o comércio aberto só tem gerado custos (Foto: Marcelino Júnior).

Além dos bancos, no centro comercial, as farmácias também têm direito a abrir suas portas ao público. Numa delas, entre as ruas Floriano Peixoto e Joaquim Ribeiro, não há movimento algum; apenas a presença de dois funcionários. “ Não tem compensado abrir nessas condições. O faturamento caiu de cerca de R$ 1.200, por dia, para algo em torno de R$ 50”, revela Joicymara Carneiro, caixa da farmácia. E a funcionária finaliza. “O dono vai, até, realizar uma reunião para saber se fecharemos de vez, porque o custo de manter a farmácia aberta é alto”.
(SobralPost)

8 comentários:

Calma pessoal, ainda não colocaram nem os arames farpados na rua.


Ainda não começou, em londres já ta chegando a segunda onda do " vírus" kkkk

Aqui no Brasil ele já está desde 2019 desde outubro.

Quanto mais testes fizerem mais vão achar.

Ministério publico ta chegando...

É preciso o prefeito Ivo Gomes avaliar toda esta situação, sabemos das necessidades das medidas preventivas, mas também precisamos de alguma forma trabalhar. Sou um pequeno empresário, pago aluguel, energia, internet, água e funcionários. Está muito difícil manter a loja deste jeito, com medidas muito rígidas, imploro Sr. Prefeito que vc mude de estratégia, desta forma está muito complicado. As pessoas precisam trabalhar, precisam comer, precisam honrar com seus compromissos. Por favor prefeito, faça alguma coisa por nós, temos muito medo deste novo coronavirus, mas precisamos está fortalecidos para enfrentar a pandemia. Estamos angustiados com o que está sendo imposto, por favor reveja isto e nos ajude. Não deixe as pessoas se aglomerarem, mas também não proiba o comércio, precisamos trabalhar, claro que com responsabilidade. Por favor ouça o nosso apelo e mude de estratégia.

Eu não sei qual a graça que o cidadão aí 22:31 h, está achando, mas enfim, realmente é uma situação complicada, mas necessária, porque realmente a cidade de Sobral assim como o resto do mundo não está preparada oro que ainda pode vir com relação a pandemia..infelizmente

Enquanto não sair os 130 bilhões para os estados e municípios, nada vai mudar. É pura chantagem! Querem dinheiro para a farra, e não querem saber quem vai pagar a conta.
Até certos Blogs estão proibidos de divulgar a verdade.

VOTA NELES DE NOVO CERTO,VAMOS MORRER DE FOME.MISÉRIA DISGRAÇA POLITICA AÍ DAQUI UNS ESTÃO BATENDO NAS PORTAS PEDINDO VOTO AÍ QUEREMOS VER DISTANCIAMENTO DOS ELEITORES OU LOOKDÁ.

Muito cômodo para algumas aplaudirem essas medidas rígidas da prefeirura, Principalmente que tem seu salário
garantido no final do mês, sem descontar um centavo, sem ter que sair de casa para trabalhar. Certamente uma pessoa dessa e que não pensa na situação do outro, se o outro vai faltar comida ou não, se vai ter onde morar, pagar suas contas e etc, eup9ssa pessoa aplaude essas medidas rígidas. Já tem muita gente ficando sem emprego, e aí quem vai pagar a conta. Coronavirus mata, mas o desespero também. Analise isto prefeito.

Por favor vamos rever essas condições no isolamento deixa o povo trabalhar precisamos comer, sou pai de família

As coisas não são tão simples assim. A situação está ruim é para todos. Se todo mundo voltar a trabalhar, as coisas podem melhorar mas por pouco tempo, a economia mesmo assim ainda vai entrar em colapso porque é um problema mundial e não só de Sobral, do Ceará ou mesmo do Brasil. Dependemos de outros países. De que adianta produzir ou ter o que vender se não tem que compre? Se todos os paises estão priorizando comprar certos produtos como equipamentos de saúde (respirador, máscara, etc)?

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