segunda-feira, 25 de maio de 2020

Moro protegia o PSDB quando era juiz, afirma Zambelli

Em entrevista à Rádio Gaúcha, deputada afirmou que o ex-ministro tinha "predileção em investigar e condenar o PT" de maneira legítima.

Nesta segunda-feira (25), a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, protegia o PSDB quando era juiz e tinha uma “predileção em investigar e condenar o PT” de maneira legítima. A declaração foi dada durante uma entrevista à Rádio Graúcha.

Logo no começo da entrevista, a parlamentar falou de declarações de Sergio Moro ao Fantástico, da TV Globo, onde acusou o presidente Jair Bolsonaro de não estar comprometido com o combate à corrupção. Zambelli fez um “recorte histórico” da atuação do ex-ministro quando juiz e depois no governo.

– Eu gostaria de lembrar que, no período em que o Sergio Moro foi juiz, a única pessoa que ele prendeu fora do PT e que era de grande escala foi o Eduardo Cunha. A gente não teve prisões do Mensalão tucano, [e nem] de vários mensaleiros tucanos que já estavam sem foro privilegiado – ressaltou.

Ao ser questionada se o que ela estava dizendo é que Moro protegia o PSDB quando juiz, a deputada confirmou.

– É isso que estou dizendo – afirmou.

Para Zambelli, Moro tinha uma “predileção” por investigar, de maneira legítima, o PT.

– Eu não sei se ele vai ser candidato pelo PSDB ou pelo Podemos, do Alvaro Dias, mas eu acho que ele tinha predileção em investigar e condenar o PT, legitimamente. Não estou dizendo que a é ilegítimo a condenação (…) Estou dizendo o seguinte: Ouvintes, estejam atentos aos próximos capítulos, porque hoje vocês não têm a figura completa, mas terão, nos próximos meses, quem era [Sergio Moro] – apontou.

Ela explicou ainda que muita gente dentro da PF notava que a operação Lava Jato tinha mais foco no PT.

– Eu falo que, na Lava Jato, alguns colegadas da PF já falavam de como o [delegado Maurício] Valeixo atuava. E ali, eu estava subentendendo que os colegas [de Moro] da Polícia Federal, que chegavam ao meu conhecimento, falavam sobre o fato de que a Lava Jato era muito em cima do PT (…) Era uma percepção interna [entre os delegados da Polícia Federal] de que não se falava no PSDB [dentro da Lava Jato], mas se falava [dentro da Polícia Federal] sobre a falta de suporte operacional para que a investigação corresse mais solta. Hoje, eu olho para trás e verifico que essa falta de suporte operacional pode estar ligada ao fato de que o Sergio Moro tinha uma investigação seletiva – destacou.

(Pleno News)

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