quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Falta de casos e de dinheiro são maiores dificuldades dos advogados na pandemia

Uma pesquisa realizada pela Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e pela Fundação Arcadas, da Faculdade de Direito da USP, mostrou quais são as principais angústias enfrentadas pelos advogados brasileiros durante a pandemia da Covid-19. O trabalho apontou que a ausência de novos casos e as dificuldades financeiras são os fatores que mais tiram o sono dos profissionais do Direito em tempos de isolamento social.

Uma das perguntas da pesquisa era sobre os obstáculos do dia a dia dos advogados na pandemia. Para 60% dos entrevistados, a resposta foi a falta de casos. Não por acaso, a prospecção de novos clientes apareceu em segundo lugar, com 55% das menções (a pesquisa permitia a escolha de mais de uma resposta para cada pergunta).

O peticionamento nos processos físicos foi um problema mencionado por por 51% dos entrevistados, mas, apesar disso, apenas 6% relataram dificuldades com o sistema eletrônico usado pelos tribunais.

Quando o assunto foram os maiores desafios gerais enfrentados pelos profissionais, os problemas financeiros apareceram em primeiro lugar, com 61% de menções — nada mais natural para uma categoria que encara dificuldades para arregimentar clientes. Nesse quesito, também se destacaram a inadimplência dos clientes e o atendimento a eles, apontados respectivamente por 53% e 42% dos advogados.

A pesquisa abordou ainda os empecilhos na relação da advocacia com o acesso ao Poder Judiciário durante o isolamento social. Segundo 60% dos entrevistados, a suspensão dos prazos processuais em processos físicos foi o maior obstáculo, 49% deles citaram a falta de uniformização dos atos pelos tribunais e 45% queixaram-se de dificuldades para falar diretamente com os magistrados.

A pesquisa da AASP e da Fundação Arcadas foi realizada entre os meses de junho e julho, por e-mail, com mais de dois mil profissionais do Direito. A maioria era do sexo masculino (60% homens e 40% mulheres) e a faixa etária mais frequente foi a de 41 a 59 anos (51%).

Fonte: Conjur

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