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sábado, 15 de maio de 2021

Em menos de 20 anos, Sarampo volta a matar bebês no Amapá

O governo do Amapá confirmou a morte de dois bebês, um de 4 e o outro de 7 meses, por sarampo; as primeiras provocadas pela doença em menos de 20 anos.

Segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS-AP), os óbitos aconteceram entre março e abril e estavam sob investigação. A causa foi confirmada nesta sexta-feira (14). Uma terceira suspeita foi descartada.

De acordo com a gestão Waldez Góes (PDT), a primeira morte, de uma menina de 7 meses, foi registrada no dia 28 de março, em Macapá. A criança não havia recebido vacina contra o sarampo e começou a apresentar os primeiros sintomas da doença em 24 de fevereiro.

– Este caso foi fechado pelo município como sendo de sarampo. No entanto, para melhor averiguação e confirmação do caso, o Laboratório Central do Amapá (Lacen) realizou testes e também enviou amostras para a Fiocruz. Ambos os resultados confirmaram a causa da morte da criança como sendo sarampo – diz o governo do Amapá, em comunicado.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Macapá afirmou que a menina não tomou a dose zero do imunizante “porque, durante a varredura vacinal que ocorreu no bairro onde ela morava, a mesma ainda não tinha os seis meses completos, que é um pré-requisito para iniciar o seu esquema vacinal”.

O outro registro confirmado é de uma criança indígena, de 4 meses, no município de Pedra Branca do Amapari, na região central do estado. Ela também não recebeu a vacina por estar “fora da faixa etária”, segundo o governo. Já a sua irmã gêmea, que também morreu, tinha o caso sob investigação, mas a hipótese de sarampo foi descartada pela SVS-AP.

– Eram duas irmãs gêmeas, sendo que uma faleceu no dia 19 de abril e a outra no dia 1 de maio. As duas mortes estavam sob investigação, e o resultado foi que apenas a menina que faleceu no dia 19 de abril teve confirmação de sarampo. A irmã dela deu positivo para dengue como causa da morte – afirma o governo Góes.

Ainda de acordo com a gestão estadual, essas amostras também foram encaminhadas para análise da Fiocruz.

– Os exames feitos lá confirmaram os resultados daqui – declarou o coordenador de Doenças Transmissíveis da SVS-AP, João Farias, segundo nota.

(Estadão)

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