CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA - UNINTA

 

SOBRALNET - A MELHOR INTERNET DO BRASIL!

SIGA-NOS NO INSTAGRAM

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Trump ordena que Marinha dos EUA “atire para matar” em caso de ameaça no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã ao ordenar que a Marinha americana ataque embarcações iranianas suspeitas de instalar minas no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte de petróleo no mundo.

Em publicação feita na rede Truth Social, Trump afirmou ter determinado que a Marinha dos Estados Unidos “atire para matar” qualquer embarcação envolvida nesse tipo de operação. Segundo ele, não deve haver hesitação na resposta, enquanto navios especializados em desminagem já atuam na região para limpar a área — com ordem para intensificar as operações.

A escalada ocorre em meio a um aumento das tensões entre Washington e Teerã. Um dia após o Irã apreender dois navios, forças americanas interceptaram um petroleiro ligado ao regime iraniano no Oceano Índico. Imagens divulgadas pelo Pentágono mostram militares abordando a embarcação “Majestic X”, que transportaria petróleo de origem iraniana.

Em comunicado, o Pentágono afirmou que continuará com ações de fiscalização marítima global para interromper redes ilícitas e impedir o apoio logístico ao Irã, reforçando que atores sancionados não poderão usar águas internacionais como cobertura para suas atividades.

O confronto também teve impacto imediato no mercado internacional. O preço do petróleo disparou diante do temor de colapso na trégua entre os dois países. O barril do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 103, refletindo a instabilidade na região.

Do lado iraniano, não houve resposta imediata à apreensão do navio. No entanto, na véspera, Teerã já havia reagido ao bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz, atacando três petroleiros e capturando duas embarcações. Imagens divulgadas pela mídia estatal mostram comandos armados embarcando em navios cargueiros.

O impasse praticamente interrompeu o tráfego no estreito, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente. A situação coloca em risco o abastecimento energético mundial e amplia a pressão sobre os preços.

Apesar da escalada, Trump vinha prorrogando sucessivamente um cessar-fogo com o Irã, evitando retomar uma campanha militar mais ampla. Segundo informações, a decisão foi influenciada pelo receio de prolongar o conflito e seus impactos na economia americana, incluindo a inflação e a opinião pública.

Ainda assim, episódios recentes — como a apreensão de um navio iraniano no Golfo de Omã e os ataques a petroleiros — indicam que a trégua segue fragilizada, com risco crescente de novos confrontos na região.

Fonte: Gazeta Brasil

0 comentários:

Postar um comentário

Comente esta matéria

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More