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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Desfibrilador em academias vira prioridade após seis mortes súbitas na Grande Fortaleza

Nota técnica divulgada por entidades da Saúde e do Direito defende desfibriladores e treinamento obrigatório em academias e espaços esportivos do Ceará.
A presença de desfibrilador em academias voltou ao centro do debate no Ceará após pelo menos seis mortes súbitas registradas em espaços esportivos da Grande Fortaleza em menos de um ano. Entidades das áreas da Saúde e do Direito divulgaram uma nota técnica defendendo que academias e locais destinados à prática de exercícios físicos sejam obrigados a manter o equipamento disponível, independentemente da quantidade de alunos ou do porte do estabelecimento.

O documento classifica o cenário como uma questão de saúde pública e cobra respostas mais rápidas do poder público, além da criação de protocolos obrigatórios de emergência dentro das academias. A discussão ganhou força após uma sequência de casos registrados entre julho de 2025 e abril de 2026 em Fortaleza e municípios vizinhos. O episódio mais recente envolveu o professor de Educação Física Renan Guedes Brito da Silva, de 31 anos, que morreu após sofrer um mal súbito durante um treino em uma academia no bairro Parreão, na capital. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas ele morreu no local.


Seis mortes em academias aumentam pressão por desfibriladores

Além do caso de Renan, outras ocorrências semelhantes foram registradas em academias da Região Metropolitana de Fortaleza nos últimos meses. Entre os episódios estão relatos de alunos que sofreram infarto, AVC ou mal súbito durante treinos e aulas coletivas. A sequência de mortes aumentou a pressão para que academias reforcem medidas de segurança e ampliem a preparação das equipes para situações críticas.

Especialistas alertam que os primeiros minutos após uma parada cardiorrespiratória são decisivos para aumentar as chances de sobrevivência. Nesses casos, o desfibrilador externo automático, conhecido como DEA, pode ser essencial até a chegada do atendimento médico.


O que prevê a lei sobre desfibrilador em academias de Fortaleza

Atualmente, Fortaleza já possui legislação que obriga a instalação do equipamento em locais com circulação superior a 2 mil pessoas por dia. Entidades médicas e representantes do setor jurídico defendem, porém, que a regra seja ampliada para todas as academias e espaços esportivos da capital e do interior do Ceará.

A nota técnica também recomenda que os aparelhos permaneçam em locais sinalizados, de fácil acesso e com manutenção preventiva periódica. Outras cidades brasileiras já possuem regras semelhantes para academias e ambientes de grande circulação, como São Paulo, Rio de Janeiro e João Pessoa.


Como o DEA pode salvar vidas em casos de parada cardíaca

O desfibrilador externo automático foi desenvolvido para ser utilizado mesmo por pessoas sem formação na área da saúde. Ao ser ligado, o equipamento fornece instruções sonoras que orientam cada etapa do atendimento. O aparelho analisa os batimentos cardíacos da vítima e identifica se há necessidade de aplicar choque elétrico para tentar restabelecer o ritmo do coração.

Especialistas ressaltam que o uso rápido do equipamento pode aumentar as chances de sobrevivência em casos de parada cardíaca. Além do desfibrilador, a recomendação inclui treinamento periódico das equipes em Suporte Básico de Vida (SBV), incluindo técnicas de reanimação cardiopulmonar e acionamento correto dos serviços de emergência.


Especialistas defendem protocolos de emergência nas academias

A nota técnica divulgada pelas entidades também recomenda a implantação de protocolos internos de emergência nas academias.

Entre as medidas sugeridas estão:
  • treinamento periódico das equipes;
  • atualização semestral das capacitações;
  • manutenção preventiva dos equipamentos;
  • sinalização adequada do DEA;
  • realização de simulações de emergência.
Academias da capital já começaram a reforçar medidas de prevenção após a repercussão dos casos recentes. Alguns estabelecimentos passaram a investir em treinamentos específicos e acompanhamento mais rigoroso dos alunos.

Frequentadores relatam que a presença de equipamentos de emergência aumenta a sensação de segurança, especialmente entre pessoas que possuem histórico de doenças cardíacas ou praticam atividades de alta intensidade. "Eu acho que um dos motivos da gente ter escolhido a academia que a gente está hoje, a gente vê a questão de conhecimento dos personagens, a gente vê a questão de preparo da academia caso aconteça alguma coisa, a gente vê o tanto que eles respeitam a gente do ponto de vista de 'não, não quero aumentar peso agora", afirma o empresário Gustavo Soares.


Avaliação cardiológica pode reduzir riscos durante exercícios

Cardiologistas alertam que a prevenção começa antes mesmo do início das atividades físicas. A recomendação é que pessoas sedentárias, iniciantes ou praticantes que desejam aumentar a intensidade dos treinos realizem avaliação médica antes de começar os exercícios.

Segundo especialistas, algumas doenças cardíacas podem permanecer silenciosas por anos e se manifestarem apenas em situações de esforço físico intenso.Os médicos também orientam que sintomas como dor no peito, tontura, falta de ar excessiva e palpitações não devem ser ignorados durante a prática esportiva. A avaliação clínica, aliada ao acompanhamento profissional e à estrutura adequada das academias, é apontada como uma das principais formas de reduzir riscos e ampliar a segurança dos frequentadores.

Fonte: GCmais

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