A administração do presidente Donald Trump sinalizou que pretende ampliar a pressão sobre organizações criminosas consideradas de alta periculosidade na América Latina. A posição foi reforçada nesta segunda-feira (1º) pela porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, durante uma entrevista.
Segundo a representante do governo norte-americano, o combate às facções criminosas transnacionais faz parte das prioridades da atual gestão e envolve a utilização de diferentes mecanismos diplomáticos, financeiros e de segurança para enfraquecer a atuação desses grupos.
Ao comentar a política adotada pela Casa Branca, Amanda afirmou que o governo está determinado a enfrentar organizações que, na avaliação das autoridades americanas, representam riscos à estabilidade regional e à segurança dos Estados Unidos.
"O presidente Trump deixou muito claro desde o início do seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas a nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos Estados Unidos", disse a porta-voz. "O presidente Trump está atuando para eliminar estes grupos", acrescentou.
As declarações ocorrem poucos dias após o Departamento de Estado anunciar uma medida que inclui o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em uma lista especial destinada a grupos considerados ameaças globais. A nova classificação entra em vigor no próximo dia 5 de junho.
Na prática, o enquadramento permite ao governo norte-americano ampliar restrições financeiras e aplicar medidas destinadas a dificultar operações ligadas às organizações e a pessoas ou empresas que mantenham vínculos com elas.
O anúncio foi formalizado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que destacou o histórico de violência atribuído às duas facções.
“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o comunicado.
A decisão representa mais um movimento do governo americano para ampliar o enfrentamento ao crime organizado internacional, especialmente grupos ligados ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e redes criminosas com atuação além das fronteiras nacionais.
Fonte: Folha do Estado













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