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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Ex-presidente do PSOL é investigado por est*pro de crianças autistas

O ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção, é investigado pela Polícia Civil do Maranhão por suspeita de estupro de vulnerável contra crianças de 2 e 3 anos matriculadas na unidade de ensino. Preso no último dia 10 de julho, em Teresina (PI), ele também é ex-presidente do diretório municipal do PSOL na capital piauiense.

De acordo com as investigações, o suspeito teria escolhido como alvo, principalmente, crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA), especialmente aquelas classificadas como autistas não verbais.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de Alberto Luiz, os policiais encontraram uma lista contendo nomes de crianças que seriam possíveis vítimas. Segundo o delegado Cláudio Mendes, ao lado de alguns nomes havia anotações indicando o grau de autismo das crianças.

"Encontramos a lista na casa dele no mês passado. Quase todas eram autistas não verbais", afirmou o delegado.

A Polícia Civil investiga o possível abuso de ao menos 11 crianças que frequentavam a creche. O inquérito tramita sob sigilo para preservar a identidade das vítimas e de suas famílias.

As investigações também apontam que imagens das câmeras de segurança da unidade escolar mostram o então diretor-adjunto conduzindo crianças para um depósito isolado da creche, local sem monitoramento por câmeras. Conforme a apuração, ele retirava os alunos das salas de aula alegando que buscaria brinquedos ou permitiria o uso de um celular.

Alberto Luiz chegou a ser colocado em liberdade após a Justiça revogar sua prisão preventiva por entender que o Ministério Público apresentou a denúncia fora do prazo legal. No entanto, segundo a Polícia Civil, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e passou a ser considerado foragido.

Dias depois, os investigadores localizaram o suspeito escondido em uma residência no bairro São João, em Teresina, onde ele foi preso novamente.

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Timon informou que Alberto Luiz foi exonerado do cargo. O município também afastou toda a direção da creche e decretou intervenção imediata na unidade, que atende 205 crianças.


Ligação com o PSOL

Além da atuação na área da educação, Alberto Luiz possui histórico de participação política. Em junho de 2013, foi eleito por consenso presidente do diretório municipal do PSOL em Teresina. Na época, era apresentado como historiador e militante das causas relacionadas às pessoas com deficiência e ao movimento LGBT.
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Reportagens da época também registram que ele havia sido filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda da qual se desligou em 2004.

Uma certidão da Justiça Eleitoral indica que Alberto Luiz ainda consta na composição do Diretório Municipal do PSOL em Teresina como Primeiro Secretário de Combate às Opressões. Até o momento, conforme as informações disponíveis, o partido não divulgou manifestação pública sobre o caso.

A investigação prossegue para esclarecer todos os fatos e identificar a eventual responsabilidade criminal do investigado. Como em todo processo criminal, a culpa definitiva depende de julgamento pela Justiça, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

Fonte: Folha do Estado

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