Durante o período em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve intenso fluxo de visitantes. Em apenas seis meses, o petista chegou a receber 572 visitas em sua cela especial, a maioria delas de advogados e aliados políticos, como Fernando Haddad (PT), Gleisi Hoffmann (PT) e parlamentares.
Para que os aliados tivessem acesso de segunda a sexta ao chefe do Executivo, parte deles foi nomeada defensora do até então ex-presidente. Dessa forma, Lula pôde liderar o partido e a campanha de Haddad diretamente da prisão.
Segundo informações do portal R7, entre os que receberam a procuração estão a até então dirigente do PT à época, Gleisi Hoffmann; o tesoureiro da sigla, Emídio de Souza; o deputado Wadih Damous (PT) e os ex-deputados Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e Luiz Sigmaringa Seixas (PT-DF). Todos possuem formação em Direito.
Lula chegou a realizar uma reunião com dez dos seus defensores no dia 3 de setembro de 2018, logo após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de cassar sua candidatura.
O presidente também recebia visitas “sociais” de figuras como a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), do ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner, e artistas como Chico Buarque e Martinho da Vila. Da família, foram 116 visitas nesses seis meses contabilizados. No mesmo intervalo, Lula recebeu 17 visitas religiosas, entre eles o pai de santo Antonio Caetano de Paula Júnior.
Os números indicam, portanto, que, em média, o petista recebeu cerca de três visitas por dia durante o período. O caso chama atenção em meio à proibição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de receber visitas em sua prisão domiciliar até o fim das eleições, medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (17).
O petista ficou preso durante 580 dias, entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019. Ele havia sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas acabou solto quando o STF mudou o entendimento sobre prisões em segunda instância. Posteriormente, teve as condenações anuladas pelo tribunal sob o argumento de que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência legal para julgá-lo.
Fonte: Pleno News













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