Este post tem imagens consideradas fortes.



O constante avanço da medicina tem nos proporcionado coisas maravilhosas, mas poucas tão impressionantes como um transplante de face. A luta para controlar a rejeição dos tecidos é para toda a vida, a sensação de calor, frio, o toque suave, só voltam depois de seis meses e a recuperação dos movimentos da face leva quase um ano. Um outro problema são os medicamentos utilizados para diminuir a atividade do sistema imunológico para que o organismo não rejeite os tecidos o que deixa uma porta aberta para outros possíveis problemas de saúde. Mesmo após passar por todas estas etapas ainda exista a questão psicológica: Acostumar-se ao novo rosto.
O primeito transplante total de rosto foi realizado em 2005 mas cirurgias de reconstrução total já eram feitas anos antes. Veja alguns casos emblemáticos de mulheres que precisaram recorrer a este tipo de procedimento (reconstrução ou transplante).
Sandeep Kaur
Em 1994 a indiana Sandeep Kaur tinha nove anos e sofreu um terrível acidente. Uma máquina debulhadora de grãos, enroscou em uma de suas tranças puxando totalmente o couro cabeludo e o rosto da menina. O cirurgião Abraham Thomas recebeu no hospital, a pequena Sandeep Kur desacordada, com seu rosto divido em dois dentro de uma sacola plástica. Este não foi um transplante de rosto pois o Dr. Abrahan reconstruiu o rosto da própria paciente, ligando as artérias e conectando-o de volta ao crânio.
Isabelle Dinore
Em meados de 2005, Isabelle estava passando por muitos problemas e para esquece-los por um tempo, acabou tomando algumas pílulas para dormir. Ela exagerou na dose e caiu desacordada por muito tempo. Seu cão, um labrador, no desespero para acordá-la a arranhou freneticamente seu rosto e depois mordeu. Isabelle teve o nariz, lábios, queixo e bochechas afetados. Antes do transplante, a comunidade médica discutiu muito a possível tentativa de suicídio dela e por outro lado, chegou a público que o doador de tecidos também era um suicida. Em 27 de Novembro de 2005, Isabelle Dinore foi o primeiro ser humano vivo a receber um transplante parcial de face.
Connie Culp
Em Setembro de 2004, o marido de Connie, em uma frustrada tentativa de homicídio-suicidio, atirou no rosto dela e depois atirou em si próprio. Ambos sobreviveram. Ele foi condenado a prisão e ela teve o céu da boca, nariz, bochecas e um olho destruido. Antes do transplante em Dezembro de 2008, ela passou por trinta cirurgias. Connie teve mais de oitenta por cento do rosto transplantado e a partir daí pode respirar normalmente (antes ela usava um aparelho ligado a traqueia). Ela usa uma prótese no olho direito e é quase cega do olho esquerdo.













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