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segunda-feira, 18 de maio de 2020

3,6 milhões de cearenses fazem parte de grupos de risco da Covid-19

Pesquisa realizada por universidade paulista revela que pelo menos 53,7% da população adulta do Ceará tem algum fator de risco para contrair o novo coronavírus, seja devido a idade avançada ou comorbidades.

Sabendo dos riscos à saúde que uma infecção por coronavírus pode causar, a aposentada Ana Maria Medina de Carvalho Oliveira, 71, mudou rapidamente a rotina para se proteger. "Eu não saio de casa. Não vou nem no elevador desde o dia 17 de março. Só saí para tomar a vacina da gripe", conta. Além da idade avançada, Ana é pré-diabética e controla a pressão com remédios. Ela faz parte de um grupo formado por cerca de 3,6 milhões de cearenses que estão inseridos em grupos de risco com maior propensão a apresentar quadros graves em razão do novo coravírus, seja pela idade ou por comorbidades, conforme pesquisa realizada pelo Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).

Para se cuidar, a dona de casa tem suplementado a ingestão de vitaminas, controlado os remédios que já tomava e começou a praticar ginástica em casa. Apesar da angústia vivida no momento, Ana achou melhor conformar-se e adaptar-se à nova situação.

Utilizando dados da Pesquisa Nacional de Saúde feita em 2013, pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) apontam que 53,7% dos maiores de 18 anos no Ceará podem ser parte de um grupo de risco para o coronavírus. Foram levados em conta idade avançada, doenças como diabetes e hipertensão, além de cânceres, problemas respiratórios, obesidade ou tabagismo. A porcentagem corresponde a mais de 3,6 milhões de pessoas.


Fatores de risco

Para organizar os dados foram criados dois cenários. No primeiro, foram incluídos como fatores de risco ter idade igual ou maior que 65 anos, ter diagnóstico de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, pessoas que já tiveram um acidente vascular cerebral (AVC), câncer nos últimos cinco anos ou que convivem com uma doença renal crônica. Já no segundo cenário, foram considerados todos os critérios de risco do primeiro e somados a eles a asma, a obesidade e o tabagismo.

Considerando o primeiro grupo, são 2.294.480 pessoas em risco de ter complicações caso sejam infectadas pelo coronavírus no Ceará. Isso corresponde a 33% da população maior de 18 anos do Estado, segundo a pesquisa. Com a segunda amostra, o número sobe para 3.645.372 de cearenses - mais da metade dos adultos (53,7%). O estudo atenta para o fato de que os números utilizados são de 2013 e portanto podem ter sofrido variações. No Brasil, pelo menos 80 milhões de cidadãos estariam inseridos no segundo cenário pesquisado.

Dos 1.641 mortos por coronavírus no Ceará, de acordo com dados do boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), 73% eram pessoas de 60 anos ou mais, a maioria sendo do sexo masculino. Cerca de 48,3% dos pacientes que morreram apresentavam doença cardiovascular crônica, 31,8% diabetes, além de outras comorbidades, como asma, doenças renais, hematológicas e neurológicas e até obesidade.

(Diário do Nordeste)

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