quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Brasil registra a criação de 249 mil novos empregos em agosto, melhor número em 10 anos

Em agosto, o Brasil registrou o segundo mês consecutivo de geração de empregos com carteira assinada. Foram 249.338 novos postos de trabalho formal criados no País. Um resultado de 1.239.478 admissões e 990.090 desligamentos. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Estamos anunciando a maior geração de empregos de agosto desde 2010”, disse. “250 mil empregos é algo que não acontecia desde agosto de 2010”, afirmou o ministro Paulo Guedes.

Já no acumulado do ano, ou seja, de janeiro a agosto, segundo o Caged, foram 9.180.697 admissões e 10.030.084 desligamentos registrados no País.

Desempenho dos setores da economia em agosto

Em agosto, o setor da indústria em geral foi o que registrou o maior destaque, com 92.893 empregos formais gerados. A Construção também registrou saldo positivo, de 50.489; seguido pelo Comércio, com 49.408 empregos; Serviços, com 45.412; e Agropecuária, com geração de 11.213 novos postos de trabalho.

“Tivemos a criação de novos empregos em todas os setores da economia. Foi abrangente. Um movimento generalizado. Não é um bolsão. Nós superamos aquela fase que eu dizia que estávamos tentando manter os sinais vitais de preservação da economia brasileira, que é aquele período que estava a agricultura funcionando, os transportes trazendo a comida para a cidade, o auxílio emergencial protegendo os invisíveis e, de outro lado, também salvando empresas, com o BEm [Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda],” disse o ministro da Economia.

Ao comentar o desempenho positivo do setor da indústria, Paulo Guedes afirmou que o Governo Brasileiro quer reindustrializar o País. “Com juros baixos, câmbio um pouco mais alto, para proteger a indústria brasileira, estimular as exportações. Os impostos nós vamos simplificar. Vamos fazer uma reforma tributária que reduza os impostos, simplifique os impostos; e, da mesma forma, estamos voltando para o trilho”, acrescentou Paulo Guedes.

Desempenho nas regiões do País

As cinco regiões do País registraram desempenho positivo na geração de emprego no mês de agosto. O melhor resultado, em termos absolutos, foi no Sudeste (+104.702). Logo atrás, aparecem a região Nordeste (+62.085) e o Sul do País (+42.664). Depois, vêm o Norte (+ 22.272), e a região Centro Oeste (+17.684). Todas as unidades da federação também registraram saldo positivo. São Paulo liderou o ranking, com +64.552 novas vagas. Em seguida, vêm Minas Gerais, com +28.339, e Santa Catarina, com +18.375.

Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda

Os resultados mostram ainda que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, conhecido como BEM, em vigor deste abril, vem ajudando a manter os empregos no país durante o período de distanciamento social.

O programa ajuda empresas e empregados a enfrentarem os efeitos econômicos da Covid-19 e permite, quando houver acordo entre empregador e empregado, a redução proporcional da jornada de trabalho e salário; e a suspensão temporária do contrato de trabalho. E prevê o pagamento de um benefício mensal a trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho suspenso ou a jornada e o salário reduzidos.

O BEm já permitiu, até o momento, a celebração de 18.378.772 acordos entre trabalhadores e empregadores em todo o País.

“Um programa extraordinariamente bem sucedido. Onze milhões de empregos foram salvos, com 18 milhões de contratos. Alguns já renovaram, por isso que o número de renovações é maior até que o número de empregos preservados; e a grande novidade é que o Brasil realmente está voltando em ‘V”’, ressaltou o ministro Paulo Guedes.

Economia brasileira

O ministro anunciou que os índices de desempenho da economia brasileira para os próximos anos são otimistas: “Os investimentos vêm por aí. Os cálculos são de que nos próximos 10 anos virão R$ 1,2 trilhão de investimentos, ou seja, são praticamente 100 bilhões por ano em todos esses setores: infraestrutura, construção civil, saneamento”, concluiu.

(República de Curitiba)

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