sexta-feira, 3 de junho de 2022

Ceará investiga cinco casos suspeitos de hepatite misteriosa em crianças

Cinco casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida estão sendo investigados no Ceará. Conforme a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), dos seis casos notificados, um foi descartado. "Informações mais detalhadas dos casos serão divulgadas à medida que as investigações avancem", diz a pasta.

A hepatite aguda apresenta diferentes sintomas: gastrointestinais, como diarreia ou vômito, febre e dores musculares, mas o mais característico é a icterícia — uma coloração amarelada da pele e dos olhos. Ela se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus já conhecidos da hepatite.

Segundo a Sesa, um caso é considerado como provável quando o paciente apresenta hepatite aguda, mas todos os vírus conhecidos causadores da doença (A, B, C, D ou E) são descartados. Nesses casos, outros exames são feitos para determinar se a causa pode ser outra, como adenovírus, Covid-19 ou arboviroses (dengue, zika e chikungunya).

Como parte das ações de fortalecimento da Vigilância Epidemiológica, a Sesa emitiu um comunicado com orientações sobre a hepatite aguda aos municípios, especialmente no que se refere a notificação e o acompanhamento de forma ágil dos suspeitos.

Casos no Brasil

No Brasil, já foram notificados 92 casos e seis óbitos suspeitos de serem provocados pela doença. Desses, 76 casos e os seis óbitos permanecem em investigação.

O Ministério da Saúde informou que o primeiro caso provável da doença é do município de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. A paciente, cuja idade não foi informada, apresentou sintomas de febre, icterícia, além de mal-estar e náuseas. Ela segue em recuperação, sendo monitorada pelas equipes de vigilância em saúde.

Como se prevenir

Para prevenir a infecção de crianças, são indicados os cuidados semelhantes aos tomados durante a pandemia da Covid-19, como:

1) Uso de máscara em população de risco e não vacinados;
2) Higienização rigorosa das mãos;
3) Evitar aglomerações em locais fechados, principalmente com crianças e pessoas não vacinadas;
4) Manter crianças com algum quadro de gastroenterite, diarreia e vômito utilizando um vaso sanitário isolado;

5) Manter vasos sanitários sempre higienizados com desinfetante.

ANA RUTE RAMIRES / O POVO

1 comentários:

O que será que essas crianças tomaram né! Pensem aí!

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