quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

O bolo é pequeno para o numeroso grupo de petistas e aliados do governo Lula

O slogan "o Ceará três vezes mais forte", caiu como uma luva na campanha política do Estado, no primeiro e segundo turno das eleições de 2022. Elmano, Camilo e Lula, saíram vencedores. A governadora Izolda Cela (sem partido) foi uma peça chave para construção dessa tríplice vitória do PT no Ceará.

No pós eleição, o cenário começou a mudar. Esperava-se desde o início que Camilo fosse para um ministério estratégico na região Nordeste, como o Desenvolvimento Regional, seria bom para o futuro governo, devido a liderança e capacidade de diálogo do ex-governador cearense e senador eleito, Camilo Santana.

Camilo dava sinais de que enfrentaria o desafio, mas desde de cedo tentou emplacar outro nome, para o ministério da Educação, o da governadora Izolda Cela, com “know-how” de sobra para realizar um grande trabalho pelo país, por tudo que fez pela Educação de Sobral e do Ceará, tornando-se referência para o Brasil e cada vez mais ganhado projeção internacional pelos resultados alcançados.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com a imprensa nacional, teria convidado o ex-governador do Ceará Camilo Santana para ser o ministro da Educação. No convite, Lula já dá sinais de que dois ministérios para o Estado pode estar fora de cogitação. Outras correntes do sudeste do país também querem abocanhar o MEC, para contemplar seus apadrinhados.

O interesse de Camilo seria pelo Desenvolvimento Regional, mas não ficaria satisfeito se Izolda fosse preterida mais uma vez, devido o episódio que ocorreu no Estado, onde ela não pode concorrer a reeleição pelo PDT.

Camilo tem aliados fortes ao seu lado na defesa do nome de Izolda para o MEC, como o apoio dos ex-ministros da Educação, Fernando Haddad (PT) e Aloízio Mercadante (PT), de alguns secretários de educação e de fundações empresariais ligadas à área, que reconhecem o trabalho de Izolda pela pasta e sabem da necessidade que o país precisa de uma guinada neste setor que ficou a mercê de pastores no governo atual.

O bolo é pequeno para o grupo de petistas e aliados que querem se acomodar no governo e estão reivindicando sua fatia.

Talvez fosse melhor para Camilo ficar mesmo no Senado e emplacar Izolda no ministério da Educação. Ele daria suporte ao Senado e Izolda dominaria o setor realizando um grande trabalho na área e consequentemente ajudando ainda mais o Ceará.

O Brasil, em nome da democracia, precisa muito que esse governo dê certo, mas, na largada, na formação do governo, já dá sinais de que não será tarefa fácil, tanto na unificação do país, quanto na formação do governo.

Em caso de não poder ficar com dois ministérios, a melhor opção para o Estado seria manter Camilo no Senado e Izolda fazendo o que ela sempre fez muito bem, Educação.

Reginaldo Silva é professor, radialista e jornalista

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