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sexta-feira, 27 de março de 2026

Celular de PM morta foi acessado após disparo e mensagens apagadas, aponta polícia

A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ganhou novos elementos considerados cruciais pela Polícia Civil de São Paulo. O celular da vítima teria sido desbloqueado e manuseado minutos após o disparo que a atingiu, dentro do apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no bairro do Brás.

Registros analisados pela Polícia Técnico-Científica de São Paulo indicam que o tenente-coronel, preso por suspeita do crime, teria apagado mensagens do aparelho da vítima pouco antes de acionar o socorro. O WhatsApp foi aberto pela última vez às 8h do dia 18 de fevereiro, cerca de 30 minutos após o disparo ouvido por vizinhos às 7h28.

Segundo a investigação, o oficial tentou ligar para o 190 entre 7h54 e 8h05 e acionou o Corpo de Bombeiros alegando se tratar de suicídio. A cronologia levantada pela polícia indica que as mensagens foram apagadas enquanto Gisele ainda estava com vida. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas, mas morreu às 12h04.

Testemunhas também reforçam as suspeitas. Uma amiga relatou ter visto o “visto por último” da vítima às 8h e afirmou ter recebido áudios em que Gisele dizia temer pela própria vida.
De acordo com o 8º Distrito Policial, esse intervalo de tempo é considerado determinante, já que nele teriam sido excluídas conversas entre o casal. Apesar disso, os diálogos foram recuperados por perícia e revelam um relacionamento desgastado.

Em uma das mensagens enviadas na noite anterior à morte, a policial deixa clara a intenção de se separar. “Você confundiu carinho com autoridade, amor com obediência”, escreveu, acrescentando que o marido poderia dar entrada no divórcio ainda naquela semana.
O conteúdo contraria a versão apresentada pelo tenente-coronel, que sustenta que foi ele quem decidiu pelo fim do relacionamento e que a esposa não teria aceitado. Para os investigadores, o suposto apagamento seletivo das mensagens reforça a hipótese de tentativa de manipulação de provas e construção de narrativa.

O oficial permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, enquanto a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalizar o inquérito.

Folha do Estado

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