Os brasileiros podem sentir um novo aumento no custo da alimentação nos próximos meses. Economistas do mercado financeiro passaram a projetar uma inflação superior a 7% para os alimentos consumidos em casa em 2026, impulsionada principalmente pelos reflexos da guerra no Oriente Médio e pelos riscos associados ao fenômeno climático El Niño.
Caso a estimativa se confirme, o índice representará a maior alta dos preços dos alimentos desde 2024. A nova projeção supera com folga a expectativa para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, atualmente estimada em cerca de 5%.
Segundo analistas, a escalada do conflito envolvendo o Irã provocou instabilidade no mercado internacional de petróleo, elevando custos logísticos e pressionando o preço dos combustíveis. O aumento do diesel, por exemplo, impacta diretamente o transporte de mercadorias e pode refletir nos preços pagos pelos consumidores nos supermercados.
Outro fator de preocupação é o possível avanço do El Niño no segundo semestre. O fenômeno climático costuma alterar o regime de chuvas em diversas regiões do país, provocando secas em algumas áreas e excesso de precipitações em outras. Esse cenário pode comprometer lavouras e reduzir a oferta de produtos agrícolas, pressionando ainda mais os preços.
O economista Marcelo Fonseca, do grupo CVPAR, classificou o cenário como uma combinação de fatores negativos para a inflação dos alimentos. “Estamos falando de uma tempestade perfeita para a inflação de alimentos. São vários choques”, afirmou.
Além dos impactos climáticos e geopolíticos, especialistas apontam que eventuais dificuldades no fornecimento de fertilizantes e o aumento dos custos de produção agrícola também podem influenciar os preços ao longo dos próximos meses.
A inflação dos alimentos é considerada um dos indicadores com maior impacto na percepção da população sobre a economia, já que afeta diretamente o orçamento das famílias e o poder de compra dos consumidores. Via portal Folha do Estado













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