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sábado, 29 de agosto de 2026

Nepal: Mortes sobem para 676, e desaparecidos chegam a 3 mil

As autoridades do Nepal elevaram neste sábado (29) para 669 o número de corpos recuperados após a devastadora avalanche de lama ocorrida na última quarta-feira (19), na bacia do rio Bhote Koshi, o que eleva o total de mortos entre Nepal e Tibete para 676 pessoas e mantém quase 3 mil desaparecidos em ambos os lados da fronteira.

O novo balanço oficial divulgado pela polícia do Nepal registra 669 corpos encontrados em seu território, com a maior parte localizada nos distritos de Chitwan, no sul (248), e Nawalparasi Leste (158), onde a massa de água e pedras arrastou as vítimas.

A esse número somam-se as sete mortes que a China registrou no condado tibetano de Gyirong, onde fica a passagem de fronteira com o Nepal que foi palco de uma das imagens mais violentas da enchente.

A saturação dos necrotérios e a rápida deterioração dos corpos recuperados nos rios obrigaram as autoridades locais, como no distrito de Nawalparasi Leste (oficialmente conhecido como Nawalpur), a iniciar a coleta em massa de amostras de DNA antes de proceder ao enterro dos corpos não identificados ou irreconhecíveis em áreas florestais comunitárias.

Enquanto isso, as equipes de emergência mobilizadas, que somam milhares, tentam dar continuidade ao seu trabalho em uma área coberta de lama que endureceu e que parece ter soterrado dezenas de pessoas.

Quanto aos estrangeiros afetados, o Conselho de Turismo do Nepal (NTB) informou que um total de 184 turistas foram resgatados com vida e 420 continuam desaparecidos.

O governo nepalês solicitou assistência internacional em questões forenses e de conservação de corpos, bem como o envio de equipes técnicas para tentar resgatar centenas de trabalhadores que se teme estarem presos em túneis alagados das usinas hidrelétricas da bacia hidrográfica. Fonte: Pleno News

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sobe para 160 o número de mortos em enchente devastadora no Nepal; 700 estão desaparecidos

Avalanche de geleira provocou enchente que arrasou aldeias, pontes e usinas hidrelétricas; entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros, incluindo americanos, britânicos, australianos e canadenses.

A enchente devastadora que atingiu a fronteira entre o Nepal e a região autônoma do Tibete, na China, na manhã desta quarta-feira (26), deixou ao menos 160 mortos e mais de 650 desaparecidos, segundo as autoridades locais. O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira no Himalaia, que gerou uma avalanche de gelo e rocha, bloqueando temporariamente o rio Bhotekoshi e liberando uma onda torrencial repentina.

O distrito montanhoso de Rasuwa, no norte do Nepal, foi um dos mais atingidos. A enxurrada arrastou pontes, casas, veículos e destruiu parte da infraestrutura hidrelétrica da região. As águas subiram até 9 metros em apenas meia hora, destruindo pelo menos 19 pontes.


Balanço de vítimas e desaparecidos

O balanço preliminar aponta 157 mortos em território nepalês e 3 no condado chinês de Gyirong, no Tibete. As autoridades nepalesas reportaram o desaparecimento de centenas de pessoas, incluindo dezenas de estrangeiros. No lado chinês, os impactos da catástrofe também deixaram centenas de desaparecidos.


Entre os desaparecidos estão peregrinos, turistas e trabalhadores de usinas hidrelétricas de diversas nacionalidades:

  • 133 indianos em peregrinação ao Monte Kailash
  • 47 americanos
  • 34 australianos
  • 33 britânicos
  • 24 canadenses
  • 11 malaios
  • 9 sul-coreanos
  • 4 russos
  • 2 espanhóis

Resgate e ajuda internacional

Equipes de resgate nepalesas trabalham contra o tempo nas áreas afetadas. O governo do Nepal apelou por apoio internacional e recebeu ofertas de assistência de países vizinhos. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que está se mobilizando para atender ao que classificou como uma necessidade humanitária massiva.

Fonte: Gazeta Brasil

Deslizamento deixa 95 mortos e quase 400 desaparecidos no Nepal

Enchente de lama e rocha na fronteira entre Nepal e Tibete devasta vilarejos e projetos de energia; resgate é dificultado.
Uma parede de lama e rocha desabou sobre um rio na fronteira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, na China, nesta 4ª feira (26.ago.2026), provocando inundações que mataram pelo menos 95 pessoas e deixaram centenas de turistas desaparecidos na região, segundo a Reuters. 

Pelo menos 384 viajantes estão desaparecidos na área afetada, incluindo 105 indianos, 93 nepaleses, 3 cidadãos norte-americanos e 12 britânicos, segundo a autoridade de turismo do Nepal. A agência sul-coreana Yonhap informou separadamente que cerca de 8 cidadãos do país também estão desaparecidos. Autoridades de ambos os lados da fronteira temem um número de vítimas muito maior.

Casas, estradas e projetos de energia foram destruídos no Nepal. No lado chinês, autoridades no Tibete declararam temer “grandes vítimas”, com pessoas desaparecidas no condado de Gyirong depois de um deslizamento de terra atingir uma passagem de fronteira. 

Os primeiros relatos sugeriam que um terremoto na região poderia ter desencadeado uma avalanche e causado as inundações. O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, levou essa hipótese ao Parlamento do país nesta 4ª feira (26.ago.), segundo a mídia local. 

O GFZ (Centro Alemão de Pesquisa em Geociências) informou que houve um terremoto de magnitude 4,4 aproximadamente 7 minutos antes do horário registrado em gravações de câmeras de segurança. A causa exata do deslizamento, no entanto, não pôde ser determinada imediatamente.

Qianggong Zhang, chefe de riscos climáticos e ambientais do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas, com sede em Katmandu, afirmou que uma avalanche de gelo e rochas no rio Lhende Khola, no lado nepalês, foi o gatilho, mas reconheceu que a causa permanece incerta. Ele alertou para um novo perigo. “Com um bloqueio ainda presente rio acima, na fronteira entre o Nepal e a China, as autoridades alertam que uma segunda inundação pode ocorrer”, disse Qianggong.


RESGATE E IMPACTOS

Helicópteros de resgate não conseguiram pousar nas áreas afetadas de Syapru Besi e Timure, no distrito montanhoso de Rasuwa, que tem população de cerca de 50 mil habitantes. O rio estava acima de seu curso normal, segundo as autoridades.

A agência de notícias oficial chinesa Xinhua informou que o deslizamento aconteceu no lado nepalês e atingiu o porto de Gyirong, interrompendo estradas, comunicações e o fornecimento de energia na região de Shigatse, perto da fronteira. A emissora estatal CCTV informou que as autoridades mobilizaram pelo menos 574 socorristas para a passagem terrestre de Gyirong. Um socorrista disse à CCTV que a equipe levaria pelo menos 4 horas para chegar ao local, devido a 1,5 metro de sedimentos bloqueando as vias de acesso. 

Alertas de inundação foram emitidos nos Estados do norte da Índia, Uttar Pradesh e Bihar, que fazem fronteira com o Nepal e são cortados por rios que descem das montanhas até suas planícies. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou que Nova Délhi está pronta para fornecer toda a assistência humanitária possível e que equipes dos 2 países coordenam os esforços de resgate. 

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, disse que policiais e militares se uniram às operações de resgate. “Foram dadas instruções para transferir as pessoas que vivem nas áreas mais baixas para locais mais seguros”, afirmou. “Recomenda-se às pessoas que vivem ao longo do rio que tenham cautela redobrada e permaneçam em alerta.”

O rio Bhote Koshi, que tem origem no Tibete, deságua no rio Trishuli, no Nepal, e flui para a Índia como o rio Gandak. No ano passado, uma enchente no mesmo rio matou 9 pessoas e deixou 24 desaparecidas, além de ter destruído uma ponte que ligava o Nepal à China e interrompido o comércio e o transporte por meses. Aquela inundação foi desencadeada pelo esvaziamento de um lago supraglacial no Tibete, segundo um órgão regional de monitoramento climático.

Via portal Poder360 / Vídeo X

terça-feira, 25 de agosto de 2026

EUA preparam maior revogação de vistos da história

O governo dos Estados Unidos se prepara para revogar os vistos de negócios e turismo de até 200 mil estrangeiros que solicitaram ou estão em processo de pedido de asilo no país. Caso a medida seja adotada, será a maior revogação em massa de vistos de uma só vez da história dos EUA e deve enfrentar contestações judiciais.

O Departamento de Estado deve anunciar, nas próximas semanas, a revogação dos chamados vistos B1 e B2 emitidos entre 2016 e 2026. Os afetados serão aqueles que solicitaram asilo ou estão em processo de solicitação, segundo documentos da pasta obtidos pela Associated Press e informações de dois funcionários do governo americano, ouvidos pela agência sob condição de anonimato.

Os vistos B1 são geralmente emitidos para viagens de negócios, enquanto os vistos B2 são normalmente concedidos para turismo, visitas familiares ou tratamento médico. Não ficou imediatamente claro, a partir dos documentos ou das declarações das autoridades, quantos desses titulares de visto estão buscando ou já solicitaram asilo nos EUA e podem ser afetados pelas revogações.

A medida será tomada em coordenação com o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês).

– Estamos coordenando com o DHS para identificar e revogar os vistos de não imigrante de estrangeiros que vieram aos EUA alegando ser visitantes de curto prazo, mas depois solicitaram asilo para permanecer no país permanentemente – disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

Pigott se recusou a comentar o número de vistos que poderão ser revogados, afirmando que “como o processo será contínuo, o número de revogações permanece dinâmico e será realizado de forma gradual”.

Segundo os funcionários ouvidos pela AP, as revogações não significam que os estrangeiros serão imediatamente deportados. A maioria das pessoas com pedidos de asilo pendentes deverá ter o status migratório alterado, mas perderá a condição de viajante de negócios ou turista.

Desde que Donald Trump assumiu o segundo mandato como presidente dos EUA, no ano passado, o governo americano tem ampliado gradualmente as restrições para solicitantes de visto. Entre as novas medidas estão a exigência de mais informações sobre o histórico do solicitante nas redes sociais, a cobrança de depósitos elevados para o processamento dos vistos e a proibição da emissão de vistos para cidadãos de determinados países.

Em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (24), o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, criticou pessoas que, segundo ele, tentam usar vistos de turismo e negócios para entrar no país e depois solicitar asilo.

– As pessoas nos EUA e em todo o mundo estão cansadas de pedidos de asilo fraudulentos. O asilo não deveria ser uma brecha para contornar a legislação de imigração – escreveu Landau no X.

Landau citou o caso de um cidadão colombiano que entrou nos EUA em 2015 com um visto de turismo e depois solicitou asilo.

Os atuais solicitantes de vistos B1 e B2 são orientados a declarar que não solicitarão asilo nos EUA e a comprovar que pretendem retornar a seus países de origem.

Nos últimos 18 meses, o Departamento de Estado revogou cerca de 175 mil vistos de pessoas que foram condenadas ou acusadas de crimes que vão desde dirigir embriagado até estupro e roubo, além de pessoas que se manifestaram publicamente contra políticas dos EUA, especialmente no Oriente Médio.

O governo americano também adotou medidas para combater o chamado turismo de nascimento, prática que, segundo a gestão federal, é utilizada por mulheres estrangeiras grávidas para viajar aos EUA a fim de dar à luz, de modo que seus filhos sejam beneficiados pela cidadania por direito de nascimento. Trump tentou várias vezes acabar com a cidadania por nascimento, mas essas iniciativas foram rejeitadas pelos tribunais, incluindo a Suprema Corte.

Os documentos do Departamento de Estado obtidos pela AP indicam que a análise dos atuais titulares de vistos B1 e B2 começou depois que a pasta recebeu informações sobre pedidos de asilo do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS, na sigla em inglês).

Fonte: AE

sábado, 15 de agosto de 2026

Pedreiros encontram R$ 54 milhões enquanto instalavam canos de esgoto em casa na Bélgica

Pedreiros que realizavam uma reforma em uma casa na Bélgica encontraram um tesouro avaliado em 9 milhões de euros - o equivalente a R$ 54,3 milhões - nas paredes do porão.

Em fotos divulgadas pela polícia de Dendermonde é possível contar mais de 40 barras e um balde cheio de moedas de ouro.

De acordo com a BBC, os funcionários encontraram o material quando perfuravam o solo para instalar novos canos de esgoto na propriedade, que pertence à CAW Oost-Vlaanderen, instituição de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade. A cidade onde isso aconteceu tem cerca de 47 mil habitantes e fica a aproximadamente 1h de distância da capital Bruxelas.

A polícia informou aos moradores que a propriedade passou por buscas e todo o ouro foi transferido para um cofre de alta segurança dos serviços públicos federais. Em nota, a polícia pediu para que a população não vá até o local. “Ao que parece, vários caçadores de ouro ainda pretendem passar novamente pelo local. Um conselho de ouro: isso realmente não faz sentido. Saibam que este é um canteiro de obras, cercado e com vários buracos perigosos”, alertam, nas redes sociais.

Em entrevista à emissora pública belga VRT, o estudante, chamado Kobe, contou quando se deram conta que estavam diante do ouro: “No começo, pensei que fossem moedas de € 1. Mas depois vimos também uma pepita de ouro ali. Foi aí que percebemos que se tratava de algo maior.”

Os operários avisaram a polícia. “São tantas moedas e barras. Seria quase impossível. Além disso, seria roubo”, disse o gerente de obras Mario à VRT.

De acordo com as autoridades belgas, o legítimo dono do ouro tem cinco anos para reivindicar o material. Se ninguém se apresentar, a legislação define que o tesouro seja dividido entre quem o encontrou e o proprietário do imóvel. No entanto, essa situação só se aplicará se ficar comprovado que as barras e moedas não têm ligação com atividades criminosas.

Fonte: MSN

Para os EUA, PCC e Comando Vermelho podem ser alvos legítimos

Chefe do Pentágono afirma que grupos classificados como terroristas podem entrar na mira dos EUA em operações na América Latina

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que organizações classificadas por Washington como terroristas podem ser consideradas alvos legítimos de operações norte-americanas na América Latina.

A declaração foi feita na quinta-feira (13), durante uma entrevista no Panamá, em meio ao avanço da estratégia do governo Donald Trump contra cartéis e grupos criminosos na região.

A fala chama atenção no Brasil porque o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das maiores organizações criminosas brasileiras, foram oficialmente classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas em maio deste ano.

A medida colocou as duas facções sob o alcance de instrumentos de combate ao terrorismo e de sanções financeiras aplicadas pelo governo norte-americano.

Questionado sobre a possibilidade de operações militares contra grupos armados que atuam na Colômbia, Hegseth confirmou que dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN) poderiam estar entre os alvos.

Em seguida, ampliou a afirmação para outras organizações terroristas designadas pelos Estados Unidos.

Segundo o secretário, grupos classificados dessa maneira podem ser tratados como alvos legítimos em ações realizadas pelos Estados Unidos em conjunto com governos parceiros, citando especificamente a Colômbia.

O país colombiano passou recentemente a integrar a coalizão Escudo das Américas, iniciativa de segurança regional liderada por Washington para ampliar a cooperação contra organizações criminosas e redes de narcotráfico.

A declaração não representa, até o momento, um anúncio de operação militar norte-americana contra o PCC ou o Comando Vermelho em território brasileiro.

Também não houve anúncio de uma autorização específica para ataques contra as duas facções no Brasil.

O que Hegseth sinalizou foi a possibilidade de emprego de força contra organizações que Washington tenha oficialmente classificado como terroristas, especialmente em ações realizadas com governos parceiros.

A classificação das duas facções brasileiras pelos Estados Unidos ocorreu em 28 de maio. Na ocasião, o Departamento de Estado afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e destacou a dimensão de suas estruturas e atividades.


A mudança trouxe consequências práticas no sistema financeiro norte-americano.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro, passou a registrar o Comando Vermelho e o PCC nas categorias de organização terrorista estrangeira (FTO) e terrorista global especialmente designada (SDGT).

Com a designação, os Estados Unidos podem bloquear bens e ativos sujeitos à jurisdição norte-americana pertencentes às organizações ou a pessoas relacionadas a elas, além de impor restrições a determinadas transações.

A medida também aumenta o risco de sanções para indivíduos e empresas que prestem apoio financeiro ou material às facções.

O governo norte-americano já vinha ampliando a pressão sobre estruturas financeiras relacionadas ao PCC.

Em julho, o Tesouro dos EUA anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa apontados como integrantes de uma rede ligada à lavagem de dinheiro para a organização.

Segundo o governo americano, a rede movimentou mais de US$30 milhões em recursos ilícitos gerados nos Estados Unidos e utilizava criptomoedas para transferir valores ao Brasil.

Ainda de acordo com o Tesouro, o PCC passou a ser considerado uma ameaça criminal transnacional relevante para os Estados Unidos, com integrantes e estruturas identificados em diferentes países.

A investigação que resultou nas sanções envolveu órgãos americanos como o FBI e o Departamento de Justiça.

A estratégia anunciada por Hegseth ocorre em um momento de maior aproximação militar entre Washington e governos latino-americanos dispostos a cooperar diretamente no combate ao crime organizado.

A Colômbia está entre os países que aderiram à nova estrutura de cooperação, enquanto operações e ações conjuntas também passaram a fazer parte da política norte-americana de combate ao narcotráfico na região.

No caso brasileiro, a declaração do secretário de Guerra ganha peso justamente porque PCC e Comando Vermelho têm suas principais bases no país e possuem redes criminosas que ultrapassam as fronteiras nacionais.

As duas organizações também são apontadas por autoridades brasileiras e estrangeiras como participantes de atividades relacionadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outras modalidades de crime organizado.

Apesar do tom mais duro adotado por Washington, qualquer eventual operação militar norte-americana no Brasil dependeria de circunstâncias e decisões que não foram anunciadas.

A declaração de Hegseth, portanto, estabelece uma possibilidade dentro da política de combate a organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas, mas não confirma uma ação militar contra as facções brasileiras.

O pronunciamento representa, contudo, mais um passo no endurecimento da política de Donald Trump contra grandes organizações criminosas latino-americanas.

Com PCC e Comando Vermelho já incluídos nas listas de terrorismo dos Estados Unidos, as duas facções passaram a enfrentar não apenas mecanismos financeiros de pressão, mas também a possibilidade de serem enquadradas na estratégia militar que Washington pretende ampliar na região.

Fonte: Diário do Poder

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Colômbia autoriza operações com EUA para combater narcotráfico

A Colômbia autorizou os Estados Unidos a realizar operações militares conjuntas no combate ao narcotráfico. O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, nesta quarta-feira (12), no Panamá.

A data de início das ações ainda não foi divulgada.

A medida ocorre após o novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, decidir ingressar na coalizão antidrogas chamada de Escudo das Américas, que é liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Hegseth falou sobre o assunto durante reunião da aliança, que reúne cerca de 20 países. As informações são da France Presse.

– Por meio do recém-empossado presidente (…), a Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir os terroristas e as redes de terror – comentou.

PLENO NEWS

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

URGENTE: Terremoto de magnitude 7,4 deixa feridos e causa danos na Colômbia

Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10), segundo informações do Serviço Geológico Colombiano (SGC). O tremor foi registrado por volta das 7h30, com epicentro próximo ao município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade de aproximadamente 96 quilômetros.

O abalo foi sentido em diferentes regiões do país, incluindo Bogotá, Medellín e Cali. O tremor também foi percebido em Quito, no Equador.

A governadora de Chocó, Núbia Cordoba-Curi, informou que o terremoto provocou danos significativos e deixou pessoas feridas. Até o momento, porém, não havia sido divulgado um número oficial de vítimas.

Segundo a governadora, equipes de emergência iniciaram uma avaliação dos estragos, principalmente na capital departamental, Quibdó. Ela também demonstrou preocupação com a possibilidade de novos tremores secundários.

“Acabamos de vivenciar um grande terremoto no departamento de Chocó. Estamos preocupados com os tremores secundários”, afirmou a governadora em publicação nas redes sociais.

Equipes locais de socorro e a Unidade Nacional para Gestão de Risco de Desastres (UNGRD) concentram as informações para determinar o número exato de feridos, vítimas e possíveis desabrigados.

As autoridades permanecem em alerta para avaliar estruturas danificadas e verificar a situação da população nas áreas mais atingidas.

Apesar da intensidade do terremoto, a Agência Geológica dos Estados Unidos (USGS) informou que não há risco de tsunami associado ao evento.

Via portal Folha do Estado

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Abelardo de la Espriella toma posse na Colômbia e promete “caçar” criminosos

Advogado e empresário de direita, eleito com 49,66% dos votos, prometeu endurecimento no combate ao crime e redução do Estado; oposição contesta a vitória, mas sem comprovação de irregularidades.

O advogado e empresário Abelardo de la Espriella tomou posse como presidente da Colômbia nesta sexta-feira (7), em uma cerimônia inédita realizada em Cali, no sudoeste do país. A cidade foi escolhida após o Congresso colombiano autorizar a realização do ato fora da capital, Bogotá, algo que não ocorria há décadas. A mudança de local, no entanto, gerou controvérsia e foi alvo de forte resistência por parte do agora ex-presidente Gustavo Petro e de setores da esquerda colombiana.

“O Tigre chegou” Em seu discurso de posse, De la Espriella defendeu a democracia e pediu respeito ao resultado das urnas. “As eleições que me concederam este mandato ocorreram sob as mesmas regras, as mesmas instituições e as mesmas garantias que permitiram a eleição do governo que hoje chega ao fim. Colocar em dúvida sua legitimidade é desconhecer a vontade soberana do povo colombiano”, afirmou.

O novo presidente, que se apresentou durante a campanha com uma plataforma antissistema e de forte guinada à direita, ordenou às Forças Militares e à Polícia Nacional o combate severo às organizações criminosas e ao narcoterrorismo. Em tom de ultimato, declarou: “Os membros das organizações criminosas e do narcoterrorismo têm dois caminhos: submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força decidida do Estado colombiano e de sua força pública”. Na sequência, bradou: “O Tigre chegou”, em referência ao apelido utilizado por ele durante a campanha eleitoral.

Prioridades do governo Entre as principais propostas de De la Espriella estão o endurecimento do combate ao crime organizado, a redução dos gastos públicos, o enxugamento da máquina estatal e a ampliação da exploração de petróleo. Ele também anunciou que a erradicação dos cultivos de coca será uma prioridade nacional e defendeu a retomada da fumigação aérea com herbicidas.

O discurso deu forte ênfase à segurança pública e citou a experiência da Colômbia durante o governo de Álvaro Uribe Vélez, no início dos anos 2000. “A segurança não é construída com concessões ao crime, mas com autoridade e perseverança”, afirmou.

O novo mandatário anunciou ainda a criação de uma força especial voltada ao combate à criminalidade urbana, a revisão da estratégia de segurança contra grupos armados e a adoção de um plano de austeridade que prevê o fechamento de embaixadas e consulados considerados não essenciais.

Oposição contesta a eleição Enquanto a cerimônia de posse era realizada, o senador Iván Cepeda, derrotado por De la Espriella no segundo turno, liderou um ato em Barranquilla ao lado de lideranças da esquerda colombiana e convocou uma “resistência” ao novo governo. Cepeda classificou a manifestação como um ato de “desobediência civil, resistência e soberania popular”.

O senador afirmou que não reconhece a legitimidade do novo governante, argumentando que De la Espriella possui cidadania norte-americana, o que seria incompatível com a defesa exclusiva dos interesses da Colômbia. A dupla nacionalidade, no entanto, é permitida pela legislação do país.

Apesar do tom de confronto, Cepeda ressaltou que a oposição atuará de forma pacífica e dentro dos marcos da Constituição. O protesto reuniu apoiadores, sindicatos e movimentos sociais, com manifestantes chamando Cepeda de “presidente legítimo” e repetindo denúncias de fraude eleitoral. Até o momento, nenhuma autoridade eleitoral, órgão de inteligência ou missão de observação internacional apontou qualquer irregularidade no processo eleitoral.

(Gazeta Brasil)

Trump assina decreto contra cidadania por nascimento

Nesta quinta-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva com a qual volta a tentar restringir o direito à cidadania das pessoas nascidas no país. O decreto do republicano ocorre apesar de a Suprema Corte já ter bloqueado uma tentativa anterior.

Trump disse à imprensa que seu objetivo é acabar com o chamado “turismo de maternidade”, que consiste na viagem de mulheres grávidas aos Estados Unidos para que seus filhos nasçam no país e obtenham a cidadania americana.

A cidadania por nascimento é garantida pela 14ª Emenda da Constituição. Em junho, a Suprema Corte invalidou uma ordem executiva do presidente americano, que buscava restringir esse direito.

A Casa Branca sustenta agora que a decisão da Suprema Corte ainda permite restringir a cidadania aos filhos de mães que entram no país com o objetivo de fazer turismo de maternidade, de membros do corpo diplomático, de pessoas classificadas como terroristas estrangeiros ou daqueles que nascem em territórios não incorporados, como Porto Rico.

Trump havia prometido durante a campanha eleitoral limitar a cidadania aos filhos de migrantes em situação irregular, uma medida que assinou no mesmo dia de sua posse para o segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025, e que deu início a uma fase de políticas migratórias mais restritivas.

A ordem, que teria afetado cerca de 255 mil crianças por ano, foi anulada pela decisão da Suprema Corte em 29 de junho, quando o tribunal determinou que “as crianças nascidas nos Estados Unidos de pais que se encontram no país ilegalmente ou temporariamente estão sujeitas à jurisdição” e, portanto, são cidadãos.

Trump argumenta que a 14ª Emenda foi interpretada erroneamente e que foi aprovada em 1868, após a Guerra Civil dos Estados Unidos, com o objetivo de conceder a cidadania exclusivamente aos filhos de escravos.

*Com informações da Agência EFE

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ministro da Defesa de Lula admite que Brasil não tem chance de enfrentar os EUA em possível confronto "não teríamos capacidade"

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (4) que o Brasil não teria capacidade militar para enfrentar uma eventual invasão dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, ao responder a um questionamento sobre um cenário hipotético.

Ao comentar a possibilidade de um confronto com a maior potência militar do mundo, o ministro disse que a falta de equipamentos e de recursos impediria qualquer reação efetiva.

"Eu abriria o portão. Não temos equipamentos para enfrentá-los e nem dinheiro para consertar o portão", declarou.

Segundo Múcio, a comparação teve como objetivo ilustrar a necessidade de ampliar os investimentos destinados às Forças Armadas. Ele argumentou que o orçamento atual da Defesa, equivalente a cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), é insuficiente para modernizar equipamentos, investir em tecnologia e garantir a execução de projetos estratégicos de longo prazo.

O ministro também defendeu maior estabilidade no financiamento da área, afirmando que a política de defesa deve ser encarada como uma medida preventiva. Para ele, assim como um plano de saúde, a estrutura militar precisa estar preparada para eventualidades, mesmo que nunca seja utilizada.

Durante o evento, José Múcio ressaltou que o Brasil não possui uma política voltada para conflitos ou ações ofensivas contra outros países. De acordo com ele, o fortalecimento das Forças Armadas tem como principal objetivo ampliar a capacidade de dissuasão e proteger a soberania nacional diante de possíveis ameaças externas.

A declaração repercutiu por partir do ministro responsável pela Defesa Nacional, que reconheceu, em um cenário hipotético, as limitações da capacidade militar brasileira diante de uma potência como os Estados Unidos.

Folha do Estado 
Foto: Site Observador

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Embaixadora brasileira tem visto revogado nos Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a medida acontece em resposta à demora na liberação do aval diplomático a Daniel Perez, que deve assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

Tradicionalmente, para um embaixador assumir o posto, é necessário que o país que irá recebê-lo autorize a indicação. De acordo com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa decisão será tomada apenas após as eleições de outubro.

Segundo o governo Trump, a diplomata brasileira poderá permanecer no país. Quando a decisão envolve esse perfil, ela não implica a expulsão imediata do território. A pessoa alvo da determinação pode continuar morando no país enquanto aguarda o impasse.

Daniel Perez foi indicado pela Casa Branca ao cargo em 1º de junho e ainda precisa do aval do Senado americano. O presidente da Câmara dos Deputados da Flórida, de 38 anos, deverá assumir a posição deixada por Elizabeth Bagley em janeiro de 2025. Ela havia sido indicada pelo ex-presidente Joe Biden.

BRASIL NEGOU VISTO A OFICIAIS DOS EUA
Em 25 de julho, o Brasil negou o visto de dois oficiais dos Estados Unidos que pretendiam vir ao país, após identificar tentativas do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, de investigar o sistema eleitoral brasileiro.

Na véspera da visita, o jornal americano The Washington Post publicou que o governo Trump pretendia enviar dois oficiais para “lançar dúvidas sobre a lisura e a integridade do sistema eleitoral brasileiro”. O Itamaraty confirmou que os vistos de Riley Barnes, secretário assistente, e Samuel Samson, secretário assistente adjunto do Departamento de Estado, foram negados.

Via portal Pleno News

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

EUA: Fauci fica em silêncio em audiência sobre Covid no Senado

Responsável por liderar a resposta do governo dos Estados Unidos à Covid-19 na gestão Joe Biden, o médico Anthony Fauci foi interrogado por senadores em audiência sobre a origem da pandemia e as atitudes tomadas por ele à época. Fauci, entretanto, se recusou a responder aos questionamentos, invocando seu direito à Quinta Emenda da Constituição dos EUA, que permite que réus e testemunhas fiquem em silêncio para evitar a autoincriminação.

Diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas entre os anos de 1984 e 2022, o cientista foi intimado pelo senador republicano Rand Paul para uma oitiva no Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado.

Fauci é acusado pelos republicanos de esconder informações sobre a origem da Covid-19 e ter cometido erros em sua gestão contra a pandemia. Antes de deixar a Casa Branca, o até então presidente Joe Biden lhe concedeu perdão presidencial preventivo contra possíveis acusações sobre a administração do médico em meio à pandemia.

Na audiência realizada na última quarta-feira (29), Fauci afirmou que o “único motivo” para ter sido convocado é para que dissesse algo que pudesse ser usado contra ele mesmo para prendê-lo. O médico afirma que Rand Paul possui “obsessão” em incriminá-lo e fez “repetidas promessas públicas” sobre colocá-lo “atrás das grades”.

De acordo com informações da CNN, em mais de duas horas de sessão, Fauci disse somente uma única frase a fim de informar que se absteria de responder às perguntas. Após fazerem diversas perguntas incisivas sobre sua atuação à época da pandemia e não obterem respostas, os republicanos o provocaram fazendo indagações sobre a cor de sua gravata e como a Quinta Emenda o protege.

Já Rand Paul declarou que na próxima semana a comissão analisará se a postura de Fauci na audiência tratou-se de desacato ao Congresso, o que poderia gerar um processo criminal.

O senador democrata Richard Blumenthal, por outro lado, defendeu o cientista, afirmando que a audiência tratou-se de mais um esforço para difamar o médico e negar a Ciência.

– Esta audiência é o culminar de uma cruzada que se arrasta há anos, que começou há mais de seis anos quando o dr. Fauci ousou contradizer o presidente Trump. A campanha para o difamar, dr. Fauci, é apenas uma parte desta campanha mais ampla contra a ciência e os fatos, uma campanha que tornou os americanos menos seguros – criticou.

Em determinado momento da audiência, o advogado de Fauci, David Schertler, foi expulso da sessão por tentar interromper reiteradas vezes o senador Rand Paul. O defensor descreveu sua expulsão como “ultrajante” e uma prova da “natureza infundada e vingativa deste processo”.

Ao comentar a audiência, o atual presidente, Donald Trump, acusou Fauci de tentar proteger a China ocultar informações sobre a origem da pandemia e tomar decisões equivocadas.

– Eu disse desde o início que o vírus veio do laboratório de Wuhan, na China. Fauci discordou veementemente, sempre tentando proteger a China. Eu “herdei” Fauci, que estava lá desde a década de 1980, mas, a cada dia que passava, confiava cada vez menos nele. Ele tomou muitas decisões ruins, como sobre as MÁSCARAS. Lembrem-se de que, no início, ele era contra o uso de máscaras. Ele então passou a recomendar máscaras em excesso. De qualquer forma, não o deixei paralisar o país, embora ele quisesse – declarou.

Fonte: Pleno News

domingo, 2 de agosto de 2026

CAOS: mais de 49 mil migrantes: crise migratória leva Espanha a reforçar fronteira com envio de tropas militares

O governo da Espanha anunciou nesta sexta-feira (31) o envio de tropas militares para Ceuta, enclave espanhol situado no norte da África, com o objetivo de conter a maior crise migratória já registrada na região e restabelecer o controle na fronteira com o Marrocos.

A medida foi adotada após uma intensa onda migratória registrada nos últimos dias. De acordo com o Ministério do Interior da Espanha, mais de 49 mil pessoas conseguiram entrar em Ceuta, atravessando a fronteira por terra ou pelo mar. Durante a travessia, pelo menos 27 migrantes morreram.

Diante da gravidade da situação, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, esteve em Ceuta nesta sexta-feira para acompanhar de perto a crise. Segundo informações da agência EFE, o governo espanhol informou que as autoridades marroquinas estão colaborando para conter o fluxo migratório, com ações policiais destinadas a impedir novas tentativas de travessia.

A maior parte dos migrantes partiu da cidade marroquina de Fnideq, localizada a cerca de cinco quilômetros de Ceuta. Muitos utilizaram boias para atravessar o mar, contornaram quebra-mares ou escalaram as cercas que dividem os dois territórios.

Imagens divulgadas por agências internacionais mostram um fluxo contínuo de pessoas chegando ao litoral espanhol. Embora a maioria dos migrantes seja composta por homens jovens, também foram registradas famílias inteiras, incluindo mulheres e crianças.

A chegada em massa provocou o colapso da estrutura de Ceuta, cidade autônoma com aproximadamente 18,5 quilômetros quadrados e cerca de 85 mil habitantes. Conforme relataram autoridades locais, as forças de segurança não conseguiram conter o elevado número de pessoas e, em diversos pontos, limitaram-se a acompanhar a entrada dos migrantes para evitar novas mortes durante a travessia marítima.

Representantes das forças de segurança classificaram a situação na fronteira de Tarajal como inédita. Rachid Sbihi, representante da associação da Guarda Civil em Ceuta, afirmou que o sistema de controle fronteiriço "colapsou totalmente".

Ativistas marroquinos também relataram que a travessia ocorreu em circunstâncias incomuns, impulsionada pelo crescimento gradual do fluxo migratório observado nos dias anteriores.

O prefeito-presidente de Ceuta, Juan Vivas, declarou que a cidade não possui condições de enfrentar sozinha uma crise dessa dimensão. Sem vagas suficientes nos centros de acolhimento, centenas de migrantes passaram a dormir nas ruas, enquanto a administração local busca alternativas para enfrentar a situação.

A atual crise supera com ampla margem todos os episódios anteriores registrados na região. Até meados de julho, o governo espanhol contabilizava cerca de 3 mil entradas de migrantes em Ceuta. Agora, a estimativa de mais de 49 mil pessoas supera com folga o recorde registrado em maio de 2021, quando aproximadamente 10 mil migrantes cruzaram a fronteira em apenas dois dias, episódio que mobilizou a diplomacia europeia.

Via portal CM7

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Multidão entra a nado em território espanhol e governo pede o Exército

Milhares de migrantes, em sua maioria marroquinos, entraram em massa no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, nadando a partir do Marrocos e contornando as barreiras de proteção marítima. Vídeos gravados na praia de Tarajal mostram multidões caminhando pelos quebra-mares e correndo pelas praias e ruas da cidade, com alguns gritando “Viva a Espanha!”.

O presidente do governo regional de Ceuta, Juan Jesús Vivas, pediu ao governo central espanhol que declare estado de emergência nacional e envie o Exército para reforçar a segurança na fronteira. “Com cada hora que passa, a situação se torna mais difícil”, afirmou Vivas.


Crise migratória sem precedentes

Segundo Vivas, entre 1.500 e 2.000 pessoas chegaram a Ceuta em apenas 10 dias, número equivalente a 2% de toda a população local. O Centro de Acolhimento Temporário de Migrantes (CETI) está completamente lotado, com cerca de mil pessoas aguardando do lado de fora. As instalações destinadas a menores desacompanhados operam com 2.400% de sua capacidade.

O fluxo diário atinge cerca de 300 pessoas. Autoridades locais alertam que, mantido esse ritmo, o cenário pode se igualar à histórica crise migratória de maio de 2021, quando mais de 8 mil pessoas entraram em Ceuta em apenas dois dias.
Falhas na segurança e decisão judicial

Registros em vídeo mostram centenas de jovens escalando as cercas de segurança em momentos em que o policiamento era escasso. A Guarda Civil espanhola confirmou que os migrantes “entraram em massa pelo mar” e sobrepujaram os agentes no quebra-mar de Tarajal.

A escalada nas travessias ocorre após uma decisão do Tribunal Supremo da Espanha, emitida no início de julho, que determinou que migrantes interceptados no mar não podem ser devolvidos sumariamente ao Marrocos ao tentar alcançar Ceuta ou Melilla. O Ministério do Interior da Espanha atribuiu a onda a redes de tráfico humano que exploram a brecha jurídica.


Reações e desdobramentos

O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, viajará a Ceuta nesta sexta-feira (31) para acompanhar as operações. Em nota, o governo espanhol afirmou que atua em cooperação com o Marrocos e declarou que as forças de segurança marroquinas continuam interceptando e impedindo a partida de diversos grupos.

Gazeta Brasil

sexta-feira, 24 de julho de 2026

EUA dizem que acompanharão eleições no Brasil após desafio de Lula a Marco Rubio

O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que acompanhará com atenção o processo eleitoral brasileiro, destacando o interesse histórico do país na liberdade de expressão e na integridade das eleições. A manifestação foi divulgada após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desafiou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a enviar observadores para acompanhar a disputa presidencial deste ano.

Durante um evento, Lula ironizou as críticas feitas pelo governo americano e afirmou que qualquer interessado poderá acompanhar o pleito brasileiro. O presidente também citou diretamente Marco Rubio, sugerindo que o secretário monte um "comitê" para observar as eleições e apoiar seu adversário político, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Eu estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser, pode vir acompanhar. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, que deve apoiar o meu adversário, que venha e monte um comitê. A gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país", declarou Lula.

Em resposta ao portal Poder360, o Departamento de Estado norte-americano evitou comentar diretamente as declarações do presidente brasileiro, mas reforçou que os Estados Unidos acompanham processos eleitorais ao redor do mundo.

"Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil", informou o órgão.

A troca de declarações ocorre em meio ao agravamento das relações diplomáticas entre Brasília e Washington. Nos últimos dias, Marco Rubio responsabilizou o governo Lula pela imposição das tarifas comerciais dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, alegando que o Planalto não negociou de forma adequada com a administração do presidente Donald Trump.

"Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", afirmou Rubio.

Lula, por sua vez, minimizou os impactos da medida e afirmou que a crise pode abrir oportunidades para ampliar as relações comerciais com outros países.

Segundo o presidente, "há males que vêm para o bem", pois a taxação americana estaria incentivando o Brasil a diversificar mercados, fortalecer novas parcerias internacionais e ampliar as negociações utilizando diferentes moedas e idiomas no comércio exterior.

Via portal Folha do Estado

quinta-feira, 23 de julho de 2026

FBI intercepta avião de federação argentina e faz apreensões

Autoridades federais americanas interceptaram a delegação da seleção argentina em Nova Iorque, impedindo o embarque imediato para Buenos Aires, após a derrota na final da Copa do Mundo para a Espanha. Durante a ação, na última segunda-feira (20), o FBI confiscou objetos do presidente da AFA, Claudio Chiqui Tapia, e de outros membros da entidade.

A medida também atingiu o tesoureiro Pablo Toviggino e os empresários Diego Lucero e Javier Faroni, conforme apurado pelo portal Infobae. O presidente da federação e o tesoureiro são alvos de investigações sob suspeita de cometerem os crimes de fraude e peculato.

A intimação emitida pela Justiça dos Estados Unidos exige que os citados se apresentem ao Tribunal Distrital da Flórida em 30 de julho. As acusações indicam o desvio de aproximadamente 300 milhões de dólares (cerca de R$ 1,5 bilhão) por meio de companhias de fachada.

Aponta-se a TourProdEnter, sediada na Flórida e criada por Javier Faroni, como a principal firma usada por Tapia para lavagem de dinheiro. A estrutura serviria para ocultar a transferência ilegal de verbas obtidas originalmente em contratos de patrocínio.

Em resposta, a AFA divulgou nota oficial para negar as informações veiculadas na imprensa. A entidade afirmou que nem Tapia, nem Toviggino foram convocados a depor no tribunal americano, argumentando que a intimação judicial é direcionada exclusivamente a um terceiro.

Via portal Pleno News

terça-feira, 21 de julho de 2026

"Não ficaremos parados", diz Marco Rúbio após Ortega anunciar fim das eleições

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reagiu ao anúncio atribuído ao ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, sobre o fim das eleições no país, classificando a medida como uma demonstração de “covardia” e “medo da vontade do povo nicaraguense”. Rubio afirmou que a administração Trump e a comunidade internacional não ficarão paradas diante do que chamou de aprofundamento da repressão pelo regime Murillo-Ortega, destacando que a decisão representa um novo capítulo de tensão política e um ataque aos princípios democráticos na Nicarágua.

Via portal Diário360

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Daniel Ortega diz que não haverá mais eleições na Nicarágua

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, sepultou explicitamente neste domingo (19) qualquer possibilidade de alternância democrática no país ao sentenciar que seu regime não permitirá processos eleitorais no qual a oposição tenha chance de vencer.

– Aqui [na Nicarágua] não voltará a haver eleições para que por aí tentem eles [oposição] capturem o governo, capturem o poder – disparou Ortega, em um discurso por ocasião ao 47º aniversário da revolução sandinista, realizado em Manágua.

A Nicarágua é governada desde 2007 por Ortega, um ex-guerrilheiro sandinista de 80 anos, em meio a denúncias de fraudes eleitorais ou eliminando a oposição para não ter concorrência. Desde 2017, ele divide o poder com a esposa, Rosario Murillo.

Murillo, que era vice-presidente da Nicarágua desde 2017, foi designada copresidente em fevereiro de 2025 por meio de uma reforma constitucional.

No ato, Ortega declarou que os opositores no exílio andam “escondidos” e os acusou de querer ganhar eleições para enriquecerem.

– Mas que se esqueçam: aqui não voltará a haver eleições para que por aí, tentem eles tomar o governo, tomar o poder – enfatizou.

Ortega anunciou que seu governo vai trabalhar com o Parlamento “e com as organizações correspondentes as leis para que ponham um muro, um bloco, sobre os golpistas, os entreguistas, e que por mais dinheiro que os ianques (EUA) lhes deem, não conseguirão”.

Em meados de fevereiro de 2025, a Nicarágua pôs em vigor a reforma na Constituição que eliminou o equilíbrio de poderes e outorgou um poder total a Ortega e Murillo, e que tem sido duramente criticada pela ONU, pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pelos Estados Unidos, pelo Parlamento Europeu e por opositores nicaraguenses.

A reforma ampliou de cinco para seis anos o período presidencial, estabeleceu a figura de “copresidente”, fez que o governo “coordene” os demais “órgãos” do Estado, que deixaram de se chamar poderes, e legalizou a apatridia.

A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em novembro de 2026, mas as emendas constitucionais ampliaram o período presidencial, que assim terminaria em novembro de 2027.

Em janeiro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos acusou Murillo de ter inventado o cargo de “copresidente” na Nicarágua sem eleições, sem mandato e sem legitimidade, “porque sabe que não pode vencer” em um processo eleitoral livre.

*EFE

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Trump diz que a China interferiu nas eleições americanas em 2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quinta-feira (16) a China de promover o que classificou como “a maior violação conhecida de dados eleitorais”, em um esquema que também envolveria outros países. A fraude, segundo Trump, começou nas eleições presidenciais de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

– Documentos recém-divulgados mostram que, ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a China realizou o que se acredita ter sido o maior comprometimento de dados eleitorais da história, resultando na aquisição ilícita, pela China, de 220 milhões de registros de eleitores dos Estados Unidos – disse o republicano em pronunciamento. Trump afirmou ainda que a Casa Branca divulgou documentos que comprovariam as acusações.

O presidente americano declarou que a violação representa um risco à segurança do processo eleitoral, uma vez que os dados acessados incluem nomes, endereços, telefones, preferências partidárias e outras informações sensíveis usadas no registro de eleitores, o que, para ele, poderia ser empregado “em outras atividades”, sem especificar.

– Houve grandes danos ao nosso país: nossas eleições ficaram vulneráveis a fraudes e manipulações, e a confiança do povo americano foi abalada. Isso não pode continuar – acrescentou.

Na mesma fala, Trump também criticou emissoras de TV dos Estados Unidos que teriam informado que não transmitiriam o discurso e as ameaçou com a cassação dos direitos de transmissão.

*AE

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