Nos bastidores do Palácio do Planalto, parte dos ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva passou a defender que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixe o regime atual de cumprimento de pena e seja autorizado a cumprir prisão domiciliar.
A avaliação, segundo relatos reservados à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, tem sido feita a partir de critérios políticos e jurídicos que envolvem decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com apuração do colunista, do site Metrópoles, ao menos três ministros de Lula manifestaram, sob condição de anonimato, o entendimento de que o ministro Alexandre de Moraes deveria conceder a Bolsonaro o mesmo benefício dado ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que atualmente cumpre pena em casa.
Para esses auxiliares do governo, a questão central é a coerência das decisões judiciais. Um dos ministros ouvidos afirmou que a diferenciação entre os dois casos não se sustenta do ponto de vista político e institucional.
“Por que o Collor está em casa e ele (Bolsonaro) não? Precisa ter coerência”, declarou à coluna, também sob reserva, um ministro considerado influente e que mantém despachos frequentes com o presidente Lula.
Outro integrante da Esplanada foi ainda mais direto ao afirmar que o cargo ocupado por Bolsonaro no passado deveria ser levado em consideração. “O cara é ex-presidente, tem que ter algum grau de diferenciação mesmo”, avaliou o auxiliar do governo, ao comentar a situação do ex-mandatário.
(Foto: STF; Fonte: Metrópoles)


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