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domingo, 4 de janeiro de 2026

MST se manifesta após prisão de Maduro e cogita "invadir" os EUA para "resgatar" o ditador Maduro

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou, neste sábado (3), uma nota pública em que condena a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, classificando a ofensiva dos Estados Unidos como um ataque direto à soberania do país vizinho. Para a organização, a ação representa o ápice de uma sequência de agressões promovidas por Washington ao longo dos últimos anos.

Além das críticas, integrantes e dirigentes do movimento passaram a cogitar publicamente e nos bastidores a realização de ações internacionais mais incisivas, incluindo uma eventual mobilização simbólica em território norte-americano, com o objetivo de pressionar pela libertação de Nicolás Maduro e denunciar o que classificam como “sequestro político” promovido pelos Estados Unidos. A ideia, segundo aliados do movimento, ainda estaria no campo do discurso e da retórica política, mas revela o tom radical adotado após a prisão do líder venezuelano.

Em outubro do ano passado, o líder do MST, João Pedro Stédile, já havia declarado a intenção de ajudar a Venezuela. Segundo ele, os “movimentos sociais” da América Latina deveriam se organizar e enviar brigadas ao país em apoio ao regime de Nicolás Maduro, ameaçado, à época, por uma possível invasão americana. Conforme declarou, o objetivo seria atuar em ações civis, como “plantar feijão” e “cozinhar”, e não em confrontos armados.

No comunicado, o MST afirma ter recebido “as notícias do ataque criminoso do imperialismo estadunidense à Venezuela” e sustenta que o episódio não é isolado. Segundo o movimento, trata-se de “o ponto máximo de uma série de agressões que há anos já ocorre à soberania daquele país”. A entidade também declara solidariedade ao povo venezuelano e acusa diretamente o governo do presidente Donald Trump por atos de guerra.

Ao contextualizar o conflito, o movimento associa a atual crise ao processo político iniciado com a Revolução Bolivariana. De acordo com a nota, “o imperialismo nunca aceitou o povo venezuelano tomar em suas mãos o futuro daquele país”, afirmando que, desde a liderança de Hugo Chávez, os Estados Unidos buscariam enfraquecer a soberania popular conquistada.

O MST também aponta interesses econômicos por trás da ofensiva. Para a organização, a intenção norte-americana seria submeter novamente a Venezuela e garantir o controle de suas riquezas naturais. “Sua intenção é fazer com que a Venezuela volte a estar de joelhos, entregando seu petróleo aos EUA, assim como era antes da Revolução”, diz o texto.

A nota menciona ainda uma escalada recente de pressões e ações militares. Segundo o movimento, “as tentativas de desestabilização, embargos, golpes, boicotes e outras formas de ação são armas utilizadas pelo imperialismo”, ressaltando que, nos últimos meses, houve mobilização de navios de guerra, aeronaves militares e fuzileiros navais dos Estados Unidos na região.

Ao tratar diretamente da prisão de Maduro, o MST classifica o episódio como uma ofensiva com fins econômicos. “O ataque deste sábado é uma ação de guerra e de saque”, afirma a organização, acrescentando que os recentes sequestros de navios petroleiros demonstrariam que “o único interesse dos EUA não é por ‘democracia’ ou ‘liberdade’, mas por petróleo”.

Em tom ainda mais duro, o texto afirma que “Trump se tornou o maior pirata da atualidade” e denuncia que “não satisfeitos, também sequestraram o presidente Nicolás Maduro”. Segundo dirigentes do MST, a prisão representa uma linha vermelha que pode levar o movimento a apoiar ações internacionais inéditas de enfrentamento político e simbólico aos Estados Unidos.

O movimento também critica a política externa americana para a região, afirmando que os Estados Unidos estariam retomando práticas históricas de intervenção. Segundo a nota, Washington teria “resgatado a Doutrina Monroe, para afirmarem que nossa região é o quintal do imperialismo”.

Ao final do comunicado, o MST reforça seu posicionamento político, convoca mobilização internacional e afirma que não descarta novas formas de pressão. “Reafirmamos nossa solidariedade histórica ao povo venezuelano e à Revolução Bolivariana”, diz o texto, acrescentando que a organização estará “ao lado daquele povo que ousa desafiar o imperialismo”.

A entidade informou ainda que estudantes, militantes e dirigentes que atuam na Venezuela estão em segurança e convocou organizações populares do Brasil e de outros países a se manifestarem. “Convocamos todas as organizações populares do Brasil e do mundo a se somarem em solidariedade à Venezuela”, conclui a nota, encerrada com as palavras de ordem: “Viva o povo venezuelano!” e “Fora imperialismo! Tire as mãos da América Latina!”.

Com informações do portal Direita Online
Foto Renata Carvalho / Ag. A Tarde / Brasil Paralelo

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