A declaração de uma mulher que afirma receber R$ 1.727 mensais em benefícios sociais e concluir que “não compensa mais trabalhar” escancara uma distorção no modelo atual de assistência do governo. A soma de auxílios como Bolsa Família, adicionais para crianças, benefícios regionais e subsídios como o vale-gás pode ultrapassar a renda líquida de muitos trabalhadores formais, que ainda enfrentam descontos e altos custos do dia a dia.
O problema não é a existência de programas sociais, necessários em situações de vulnerabilidade, mas a expansão contínua desses auxílios sem critérios rígidos de duração e saída. O que deveria ser temporário acaba se tornando permanente, desestimulando o emprego formal e reforçando a dependência do Estado, enquanto o governo aumenta impostos para sustentar essa estrutura.
Esse modelo penaliza quem trabalha e produz e cria um incentivo perverso: trabalhar passa a parecer desvantajoso. Auxílio social deveria ajudar a superar a pobreza, não substituir o trabalho indefinidamente. Sem limites claros e políticas de inserção no mercado, o sistema deixa de ser proteção social e se transforma em um ciclo de dependência.
Fonte: investirbr













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