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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Trump ameaça Irã com “ações contundentes” caso regime inicie execução de manifestantes

O presidente Donald Trump alertou nesta terça-feira (13) que os Estados Unidos adotarão “ações muito contundentes” caso as autoridades iranianas comecem a executar manifestantes detidos durante a atual onda de protestos contra o governo de Teerã. Em entrevista à CBS News, Trump destacou que sua administração responderá de forma firme a qualquer tentativa de repressão letal, especialmente se forem realizados enforcamentos de manifestantes presos pelo regime, medida que poderia começar a ser aplicada a partir de quarta-feira, segundo promotores iranianos.

Trump afirmou que o número de mortos nas manifestações no Irã é incerto, mas reconheceu que se trata de uma “quantidade considerável”, com relatos que variam desde números menores até estimativas superiores a 12 mil vítimas, podendo chegar a 20 mil, de acordo com fontes citadas pela emissora americana. O presidente destacou que “uma morte já é demais” e disse que receberá um relatório detalhado sobre a situação no país ao retornar a Washington.

A declaração do presidente surge diante do temor crescente de que o regime iraniano recorra à pena de morte como forma de sufocar os protestos, após a promotoria de Teerã indicar que alguns detidos serão julgados pelo crime de “moharebeh” ou “guerra contra Deus”, que prevê pena capital.

Mais tarde, em discurso na cidade de Detroit, Trump voltou a comentar as manifestações no Irã. “A todos os patriotas iranianos: continuem protestando, assumam o controle de suas instituições, se possível, e anotem o nome dos assassinos e abusadores que estão cometendo esses crimes, porque eles pagarão um preço muito alto”.

“Cancelei todas as reuniões com funcionários iranianos até que a matança sem sentido de manifestantes cesse. A ajuda está a caminho. Imponho tarifas a quem fizer negócios com o Irã. O país era grande até que esses monstros chegaram e tomaram o poder”, afirmou.

Segundo a ONG norueguesa Iran Human Rights (IHR), pelo menos 734 pessoas já foram confirmadas como vítimas fatais, embora o número real possa ser muito maior. A organização também alertou sobre o caso de Erfan Soltani, de 26 anos, detido na cidade satélite de Karaj e condenado à morte, com execução prevista para quarta-feira, segundo informações fornecidas por sua família.

Trump disse nas redes sociais que “a ajuda está a caminho” para os cidadãos iranianos, prometendo apoio em “diferentes formas”, incluindo assistência econômica. Ele também reiterou a suspensão de todas as reuniões com autoridades iranianas enquanto os assassinatos não cessarem e afirmou que os responsáveis “pagarão um alto preço” por qualquer ato de violência. Na entrevista, Trump mencionou operações militares anteriores de sua administração, como ataques a instalações nucleares no Irã e a eliminação de figuras como o líder do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi, e o general Qassem Soleimani. Sobre seu objetivo final, declarou: “O objetivo é vencer. Eu gosto de vencer”.

Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, manifestaram preocupação com a possibilidade de julgamentos sumários e execuções arbitrárias, alertando sobre o uso da pena de morte como instrumento para reprimir a dissidência no Irã.

Fonte: Gazeta Brasil

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