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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Assassinatos de agentes da Segurança Pública aumentaram 126 por cento entre 2015 e 2016

Em apenas um ano, o número de agentes da Segurança Pública mortos no Ceará teve um aumento de 126,6 por cento. Esta “explosão” no assassinato de policiais civis e militares e agentes penitenciários deixa o Ceará no ranking daqueles com maiores baixas de servidores do setor. Somente nos dois primeiros anos da gestão de Camilo Santana (PT) à frente do Governo, nada menos, que 49 agentes foram executados, um recorde na história do Estado.
Os repetidos casos de mortes de policiais nas ruas de Fortaleza e no Interior desafiam o Governo
No ano passado, foram 34 agentes da Segurança assassinados no Ceará, sendo 26 policiais militares (PMs), dois policiais civis (um inspetor e um escrivão), um delegado da Polícia Civil, três agentes penitenciários e dois policiais rodoviários federais. Enquanto em 2015, foram 15 (10 PMs e dois policiais civis).

Se comparado 2016 a anos anteriores a 2015, essa taxa de crescimento de mortes de agentes aumenta ainda mais, pois em 2014 foram registrados “apenas” nove baixas na Polícia. Em 2013 (13), 2012 (12), 2011 (16), 2010 (19), 2009 (4) e 2008 (13).

A maioria dos policiais mortos em 2016 estava de folga no momento em que foram executados e a maioria absoluta dos casos ocorreu quando os agentes reagiram ao ataque de assaltantes, o que caracterizou o crime de latrocínio (roubo seguido de morte).

De serviço

No entanto, também em 2016 aumentaram os casos de policiais mortos em serviço. Foram, ao menos, nove casos. O mais emblemático aconteceu na tarde de 30 de junho, quando três militares que estavam patrulhando a cidade de Quixadá, no Sertão Central (a 154Km de Fortaleza) acabaram sendo mortos por uma quadrilha que planejava atacar um carro-forte nos arredores da sede Municipal.

Foi no Distrito de Juatama, onde tombaram mortos, fardados, o sargento Francisco Guanabara Filho, o cabo Antônio Joel de Oliveira Pinto e o soldado Antônio Alves Filho.

Outro que morreu em serviço – e foi o primeiro do ano passado – foi o soldado PM Hudson Danilo de Oliveira, lotado no Destacamento do Município de Jaguaretama (a 241Km de Fortaleza). Na tarde de 7 de janeiro, ele estava numa patrulha que foi averiguar a denúncia de um assalto a uma fazenda nos arredores daquela cidade. Ao chegar no local, a equipe foi recebida a tiros de fuzil pelos ladrões. Hudson sofreu um tiro no rosto e morreu dois dias depois no Instituto Doutor José Frota (IJF-Centro), em Fortaleza.

Um membro do oficialato da PM também morreu em serviço. Era o 1º tenente Marcos Paulo Lira Ribeiro, subcomandante da 1ª Companhia do 5º BPM. Fardado, ele entrou numa loja de celulares no bairro Montese no momento em que estava acontecendo um assalto e acabou sendo baleado e mortos por um dos ladrões.

Outro PM morto em serviço foi o soldado Fábio Romeu Morais de Lima, 30 anos, cuja patrulha do Ronda do Quarteirão de Limoeiro do Norte (a 203Km da Capital), foi acionada para ir averiguar a ação de uma quadrilha que iniciava um roubo no depósito de uma loja. Era a madrugada do dia 4 de novembro.

Quando a patrulha chegou no local, os bandidos se dispersaram e alguns deles decidiram atirar contra os policiais. Fábio foi baleado na cabeça e morreu ali mesmo.

Também morreu em serviço, o sargento PM George de Sousa e Silva, que era destacado na guarda da Casa do Albergado da cidade de Sobral, na Região Norte do Estado (a 224Km de Fortaleza). Detentos que haviam planejado uma fuga daquela unidade criaram uma rixa com o PM quando este soube do plano e impediu sua concretização. Na madrugada do dia 15 de novembro, o militar estava de serviço quando foi morto a tiros.

Veja AQUI a relação dos policiais mortos nos anos de 2015 e 2016 no Ceará.

Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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