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domingo, 17 de fevereiro de 2019

MORTE DE MENINA EM PULA-PULA INFLÁVEL LANÇA ALERTA PARA MÃES E PAIS

A pequena Ava-May Littleboy de 3 anos, estava se divertindo no pula-pula, em um dia quente de verão na praia de Gorleston, no condado de Norfolk no Reino Unido, quando o brinquedo explodiu.

O inflável em formato de castelo, gerou uma ampla discussão no país sobre a necessidade de regulamentar e criar normas de segurança para o uso desse tipo de brinquedo.

“Parecia uma explosão”, contou Zoe Dye, uma mãe que estava na praia com a filha de 11 anos. Quando olhou na direção do barulho para ver o que tinha acontecido, ela conseguiu ver Ava-May sendo arremessada no ar pelo impacto da explosão.

“Todos começaram a gritar. Parecia uma cena em câmera lenta. A menininha estava no ar e ninguém podia fazer nada. Todos tentaram segurá-la, mas ela acabou caindo.”

Ava-May se feriu na cabeça e foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu.

Outro incidente com esse tipo de brinquedo ocorreu em 2017, quando uma criança de 7 anos brincava e o inflável também explodiu, fazendo com que a criança fosse arremessada, ela teve múltiplas fraturas e não resistiu.

“Diante dessas tragédias, grupos vêm reivindicando regras mais rígidas para garantir a segurança no uso desse tipo de brinquedo.”

No Brasil os brinquedos também são muito populares e em janeiro deste ano, um menino de 10 ficou gravemente ferido ao ser arremessado para fora do inflável, com uma rajada de vento em na região da Pampulha em Belo Horizonte.

Não há normas obrigatórias para seguir

No Brasil, existe uma norma técnica de 2010 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)sobre infláveis, mas ela não é obrigatória. Ou seja, os parques e empresas de aluguel desse tipo de equipamento seguem se quiserem.

“O que acontece no Brasil é que normas não são leis. Então, precisamos que o poder público utilize as normas disponíveis. O que falta é o governo de determinado município, que é quem dá o alvará de funcionamento, exigir que a norma da ABNT seja respeitada”, defendeu o presidente da Associação das Empresas de Parques de Diversão do Brasil (Adibra), Francisco Donatiello.

Donatiello cita os principais cuidados, previstos na norma da ABNT, que parques de diversões, empresas de aluguel de equipamentos e pais devem adotar ao utilizar um brinquedo inflável:

Montar o brinquedo em locais planos e ancorá-lo em quatro estacas;

Utilizar o pula-pula sempre na presença de monitores;

Observar a capacidade máxima de usuários e não ultrapassá-la, sendo que o ideal é que uma criança pule por vez no brinquedo;

Só utilizar o brinquedo se a velocidade máxima do vento prevista para o dia não ultrapassar 36 km/h;

Exigir a retirada de calçados, óculos e objetos afiados que estejam na posse dos usuários.

“Também é importante checar se o equipamento tem boa qualidade. Para isso, vale pedir a documentação do equipamento, para saber a procedência, além do manual e o certificado de garantia – os documentos que comprovem a qualidade“, recomenda Donatiello.

Fonte: Maetips

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