terça-feira, 15 de março de 2022

Artigo - Cid Gomes não pode falar mal do Capitão Wagner

Cid Gomes não pode falar mal do Capitão Wagner, nem sobre salários nem sobre insegurança. “Wagner recebe dinheiro da segurança pública sem trabalhar e fez isso a vida inteira”. Basta cotejar a carteira de trabalho dos dois parlamentares. Ao contrário de Wagner, Cid jamais atuou na iniciativa privada. E no serviço público, Capitão passou em alguns concursos.

Se usarmos a mesma régua do ex-governador, podemos dizer que ele, sim, recebe dinheiro público “sem trabalhar” desde a vida toda (duas vezes deputado, duas vezes prefeito, duas vezes governador e senador. Nascido em uma família da classe média, tendo o pai como prefeito de Sobral, Cid não precisava trabalhar, ao contrário da do Capitão.

Além disso, foi no governo de Cid Gomes que a insegurança, que já vinha num ritmo crescente, acelerou. A taxa de homicídio por cem mil habitantes, que registrou média inferior a 20% no governo de Lúcio Alcântara, foi turbinada na gestão de Cid Gomes, Tanto que, pela primeira vez, em 2010, o Ceará, com 29,7%, ultrapassava a média nacional (26,2%), segundo dados do Mapa da Violência.

Isso desmascara a balela repetida como mantra por Cid, Ciro, Camilo e Izolda. “As taxas de homicídios vem caindo, caindo, o Wagner lidera o motim e aí eles vão para a estratosfera”. Pura mentira que eles tentam impor como verdade, apostando na falta de memória do povo. A primeira greve da polícia foi em 2012. Até 2011, o número de homicídio no governo Cid já tinha crescido 48%.

Na época da greve, em 2012. o índice saltou para 44,1%. E se manteve em ascensão, passando em 2013 para 50,9%. No ano seguinte, quando findava o governo, já alcançava 52,2%, totalizando sua gestão aumento de 124% na taxa de homicídios por mil habitantes.

Cid gastou muito, não há dúvida. Só a frota de Hilux, série top da Toyota, deve ter consumido muito desse investimento. Era a cara do seu programa Ronda do Quarteirão, principal atração do seu marketing eleitoral, que se configurou como um grande estelionato. Até que ele implementou o programa, mas os resultados foram pífios. Não demorou muito, ele foi desativado em meio a um tiroteio de críticas sobre sua inoperância.

Camilo repete a cantilena, dizendo que foi quem mais investiu na segurança pública. De novo, é uma demonstração de incompetência, tendo em vista que o retorno foi proporcionalmente muito aquém da expectativa. O governo que “mais investiu” em segurança foi o campeão nacional no aumento de homicídios em 2020. Em 2017, teve outro marco: o maior número de mortes de sua história, com 4.681 assassinatos.

A segurança de Cid Gomes foi marcada por veículos: Hilux no início do governo e retroescavadeira já no Senado, tendo mais violência como consequência. A culpa, segundo a família Gomes e seus áulicos, não é de sua incompetência, mas das greves da polícia (em 2012 e em 2020). Para reforçar a narrativa, a greve vira motim. Um montinho de mentiras para engabelar o povo.

Luciano Cléver é jornalista e coordenador de Jornalismo do Sistema Paraíso

Via Blog Eliomar de Lima / O Povo

1 comentários:

Esse Luciano Clever é muito competente!

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