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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Carne fica mais cara

Quem vai às compras percebe: o preço da carne subiu, apesar do aumento da produção. O motivo? Segundo a Universidade de São Paulo (USP), a demanda cresceu em ritmo superior ao da oferta — e os números do país, somados ao mercado externo, confirmam a tese.

A produção do primeiro semestre de 2025 aumentou em 122 mil toneladas em relação ao mesmo período do ano anterior. Porém, as exportações avançaram ainda mais: 164 mil toneladas. Resultado: a oferta interna ficou 42 mil toneladas menor.

No campo, isso equivale a cerca de 170 mil cabeças de gado. É um imenso rebanho: se fosse de um único fazendeiro, seria o “rei do gado”. Mas, em comparação com o volume de abates de janeiro a julho no Brasil, é apenas uma “pecinha de picanha” diante de um pasto cheio de touros. Ainda assim, uma redução pequena já é suficiente para pressionar o preço da carne brasileira — a mais apreciada em todo o planeta.


Preço no país da carne

A cada seis meses, os frigoríficos brasileiros transformam por volta de 20 milhões de bovinos em costelas, alcatras, maminhas, bifes, picanhas e outros cortes. Em média, são cerca de 10 milhões de toneladas de carne por ano.

O principal cliente é o mercado interno. Em 2024, 75% da produção foi destinada ao consumo dos brasileiros. No primeiro semestre de 2025, porém, essa fatia caiu para 71%. Com a demanda extra, antes mesmo da alta no açougue, o preço do boi no campo disparou 30%: cada quilo do animal vivo passou de R$ 15 para R$ 20 em um ano.


Maior açougue do mundo

Pelas estimativas do governo norte-americano, não há país no mundo que exporte mais carne bovina que o Brasil. Em 2025, os frigoríficos brasileiros abastecem quase 30% do comércio entre países.

Os números do governo federal mostram: mais de uma centena de países consome o produto nacional. Ao longo do primeiro semestre, o país vendeu 1,5 milhão de toneladas para o mercado externo. O preço dessa montanha de carne? US$ 8 bilhões. O segredo para o sucesso brasileiro é uma vantagem quase exclusiva: a criação feita no pasto, com o gado solto, capaz de gerar cortes mais macios e saborosos.

Fonte: Revista Oeste

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