O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, ambos da Polícia Militar de São Paulo, foi acusado de assédio sexual contra uma colega de farda. A PM afirmou que Geraldo tentou beijá-la à força no ano passado. Após a negativa, ele teria transferido a colega para um batalhão mais distante de sua residência como forma de retaliação.
A vítima, que preferiu não se identificar, formalizou a denúncia no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), e o caso agora é acompanhado pela Corregedoria da corporação. Este relato soma-se a uma série de outros episódios de assédio atribuídos ao oficial antes de ele assassinar a própria esposa.
Pelo menos outras cinco policiais relatam ter sofrido assédio moral em 2022, época em que Geraldo comandava outra unidade. Na ocasião, as vítimas foram acusadas pelo tenente-coronel de espalharem boatos sobre seu relacionamento com Gisele, fato que ambos negavam na época.
Até o momento, apenas uma das policiais foi indenizada em R$ 5 mil após processar o Estado de São Paulo devido à conduta do agente.
RELEMBRE:
A soldado Gisele Alves Santana foi encontrada morta no último dia 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Na ocasião, o próprio oficial acionou a polícia, alegando que a parceira havia tirado a própria vida e fornecendo detalhes sobre o suposto suicídio.
Entretanto, o caso sofreu uma reviravolta após a perícia identificar inconsistências na cena. Depoimentos de familiares de Gisele também revelaram um histórico de relacionamento conturbado, o que levou as autoridades a mudarem o curso das investigações.
Geraldo foi preso na última quarta-feira (18), exatamente um mês após o ocorrido. Ele agora responde por feminicídio e fraude processual, sob a acusação de ter alterado a cena do crime para sustentar sua versão. A defesa do policial nega as acusações e reitera a inocência do acusado.
DENUNCIE
Mulheres que sofrem assédio sexual, estupro ou qualquer outro tipo de violência de gênero, podem ligar para a Central de Atendimento à Mulher, no número 180. O canal funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e confidencial.
Também estão disponíveis as delegacias especializadas de atendimento à mulher, por meio do aplicativo Direitos Humanos Brasil ou pelo 190, para casos de emergência.
Via portal Pleno News












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