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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Banco Central decreta liquidação do Will Bank após colapso financeiro ligado ao Master

O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação do Will Bank, banco digital que integra o grupo Master. A instituição estava, desde novembro, sob regime de administração especial temporária, mecanismo que permite ao regulador tentar uma solução antes do encerramento definitivo das atividades.

Quando o BC anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master, em 18 de novembro, o Will Bank foi preservado porque havia, naquele momento, expectativa de interesse de investidores na aquisição da instituição. Essa alternativa, porém, não avançou dentro do prazo máximo de até 120 dias permitido pelo regime especial.

Segundo o Banco Central, a situação se agravou quando o Will Bank deixou de cumprir pagamentos a participantes da cadeia de cartões de crédito, incluindo a bandeira Mastercard, o que inviabilizou qualquer tentativa de continuidade da operação.

No ato que formalizou a liquidação, assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o regulador afirmou que a medida foi adotada em razão do “comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master”.

A liquidação é aplicada quando o BC entende que a situação de uma instituição financeira é irreversível. Nesses casos, o funcionamento do banco é interrompido e ele é retirado do Sistema Financeiro Nacional.

De acordo com dados do próprio Banco Central, o grupo Master respondia por 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do sistema financeiro. O conglomerado, liderado pelo Banco Master, era classificado como de crédito diversificado, de pequeno porte, e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, faixa que corresponde a instituições com ativos entre 0,1% e 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Antes mesmo do anúncio oficial da liquidação, a bandeira Mastercard decidiu suspender a aceitação de transações realizadas com cartões emitidos pelo Will Bank. A medida foi tomada após operações feitas por consumidores não terem sido honradas pelo banco junto aos participantes do arranjo de pagamento.

Esse episódio foi determinante para o agravamento da crise, uma vez que comprometeu diretamente a principal frente de atuação da instituição no mercado de serviços financeiros digitais.

A interrupção das operações com cartões inviabilizou a continuidade do modelo de negócios do Will Bank e reforçou a avaliação do Banco Central de que não havia mais alternativa para a instituição.

Liquidada nesta quarta-feira (21), a Will S.A. Crédito, Financiamento e Investimento iniciou suas atividades em setembro de 2016. A instituição se apresentava como voltada ao atendimento das classes econômicas C, D e E, com foco em serviços financeiros digitais de baixo custo.

O conglomerado Will era formado pelo banco digital will bank e por um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). Com a reorganização societária ocorrida ao longo dos anos, a instituição passou a concentrar ativos e passivos operacionais que antes estavam distribuídos entre diferentes empresas do grupo.

Com isso, o Will Bank passou a oferecer soluções completas de pagamento, incluindo emissão e administração de cartões de crédito internacionais com bandeira Mastercard, conta de pagamento 100% digital, sem tarifas, com rendimento de 100% da taxa DI, além de serviços como Pix, transferências, pagamento de boletos, recarga de celular e saques em caixas eletrônicos da rede 24 horas.

Apesar da deterioração financeira que levou à liquidação, o Will Bank havia registrado, em 2024, um lucro líquido de R$ 199,1 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 182,3 milhões apurado no ano anterior.

Ainda assim, segundo o Banco Central, o resultado positivo não foi suficiente para reverter o quadro estrutural de insolvência da instituição, agravado pela ligação societária e operacional com o Banco Master S.A., que já se encontrava sob liquidação extrajudicial.

De acordo com o regulador, a liquidação do Will Bank foi inevitável diante do comprometimento financeiro, da incapacidade de honrar obrigações e da relação direta de controle com o Banco Master, encerrando de forma definitiva as operações do banco digital.

Via portal Direita Online

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