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domingo, 25 de janeiro de 2026

Forças Armadas vive debandada de oficiais qualificados e acende alerta no alto comando

A saída voluntária de militares com alta qualificação deixou de ser um movimento pontual e passou a gerar preocupação dentro das Forças Armadas e também fora delas.
A evasão de oficiais, já chamada internamente de “debandada”, tem chamado a atenção pela frequência e pelo perfil dos profissionais que optam por deixar a carreira militar.

Levantamento divulgado pela Revista Sociedade Militar aponta que, apenas nas primeiras semanas de janeiro de 2026, ao menos 15 portarias foram publicadas formalizando pedidos de demissão. Entre os desligamentos, aparecem pilotos, engenheiros, médicos e oficiais superiores da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Marinha do Brasil. .

O dado mais sensível, segundo a publicação, é que o movimento não se limita a jovens em início de trajetória. Majores aviadores e capitães com longa experiência operacional — muitos deles atuando como instrutores na formação de novos pilotos militares — também decidiram deixar a farda. A busca por salários mais atrativos, rotina previsível e melhores condições de trabalho no setor civil aparece como fator decisivo.

No caso da Aeronáutica, as listas oficiais divulgadas no Diário Oficial da União evidenciam uma perda contínua em áreas consideradas críticas, especialmente na aviação militar. Cada desligamento representa mais do que um número: envolve anos de investimento público em formação, treinamento técnico complexo e conhecimento operacional que não pode ser reposto rapidamente. Somente em janeiro de 2026, foram registrados 14 pedidos de saída.

A presença de majores aviadores entre os desligados chama atenção por se tratar de oficiais que já superaram a fase inicial da carreira e, em muitos casos, ocupam funções de liderança e instrução.

Quando profissionais com esse perfil optam por abandonar uma trajetória que poderia levá-los aos mais altos postos da hierarquia militar, o problema deixa de ser atribuído apenas à adaptação dos mais jovens.

Na Marinha do Brasil, o cenário segue linha semelhante. Portarias publicadas ao longo de janeiro confirmam pedidos de desligamento, inclusive na área médica, considerada estratégica. Além disso, a própria Força Naval passou a editar normas mais detalhadas sobre transferência para a reserva ou demissão a pedido, indicando que o volume de saídas voluntárias exige regulamentação mais frequente.

Um piloto da Marinha, ouvido sob condição de anonimato, afirma que a insatisfação interna costuma ser tratada de forma defensiva pelos comandos superiores.

Segundo ele, “os almirantes dizem que o problema está na gente, não na Força”. O militar relata ainda que há Capitães de Corveta aviadores, inclusive instrutores, em processo de desligamento, o que considera extremamente grave por impactar diretamente a formação de novos pilotos.

Dados internos da Marinha ajudam a explicar o pano de fundo desse movimento. Oficiais com até dez anos de serviço apontam salários considerados baixos, falta de tempo para a família, escalas imprevisíveis, dedicação exclusiva e dificuldade para conciliar estudos como principais motivos de insatisfação. Entre pilotos, a comparação com o mercado civil torna o quadro ainda mais desfavorável.

Ex-oficiais da aviação naval e da FAB relatam que, na iniciativa privada, é possível voar cerca de 80 horas por mês e alcançar remunerações próximas ou superiores a R$ 20 mil, com jornadas mais organizadas e menor carga administrativa. O contraste com a rotina militar — que acumula horas de voo, expediente regular, escalas e missões extras — tem pesado cada vez mais na decisão de saída.

A análise das portarias publicadas em janeiro de 2026 indica que não se trata de casos isolados. O padrão de evasão atinge setores estratégicos da Defesa, como aviação, engenharia e saúde, e desmonta a tese de que a debandada seria apenas um fenômeno geracional.

O desafio imposto às Forças Armadas é evidente: manter profissionais altamente especializados em um cenário de forte concorrência com o mercado civil, maior valorização do tempo pessoal e demanda crescente por qualidade de vida.

Sem mudanças estruturais na gestão de carreira, na rotina e nas condições de trabalho, a tendência é que listas como as deste início de ano se tornem cada vez mais comuns — e com impacto cada vez mais sensível para a Defesa nacional. E mais: Nikolas se emociona ao comentar alcance da caminhada pela Liberdade.

(Foto: Forças Armadas; Fonte: Sociedade Militar)

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