O Exército Brasileiro deu um passo inédito ao indicar, pela primeira vez, uma mulher para a promoção ao posto de general. A escolhida foi a coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, apontada pelo Alto-Comando da força após votação secreta realizada na quarta-feira (24).
Para que a promoção seja efetivada, ainda é necessária a confirmação por decreto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso seja oficializada, Cláudia, de 57 anos, entrará para a história como a primeira mulher a alcançar a mais alta patente do Exército.
Natural de Recife, em Pernambuco, a coronel é médica com especialização em pediatria. Ela ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996 e construiu sua trajetória profissional na área de saúde militar. Na vida pessoal, é casada e mãe de dois filhos.
Ao longo da carreira, Cláudia ocupou cargos de destaque, como a direção do Hospital de Guarnição de Natal e do Hospital Militar da Área de Campo Grande.
Também chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde no Nordeste e o Escalão de Saúde da 1ª Região Militar.
Se confirmada a promoção, a coronel passará a integrar o seleto grupo de oficiais-generais responsáveis pelo comando de grandes estruturas da Força, como brigadas e regiões militares.
Para estar apto ao generalato, é necessário cumprir ao menos 35 anos de serviço, além de atender a critérios técnicos e receber indicação do Alto-Comando.
A possível ascensão de Cláudia Lima Gusmão Cacho é vista como um marco no processo de ampliação da participação feminina nas Forças Armadas.
O Exército passou a admitir mulheres nos quadros complementares de oficiais em 1992, enquanto o alistamento voluntário feminino para o serviço como soldado teve início apenas em 2025. (Foto: reprodução; Fonte: InfoMoney)

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