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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Taxas de juros recuam, mas consumidores devem manter cautela

Redução de taxas do cheque especial iniciada pela Caixa Econômica endossa novo cenário para o crédito no País. Ainda assim, taxação ainda é considerada elevada e consumidores devem ter cuidado para não contrair novas dívidas.
O corte da taxa de juros do cheque especial pela metade anunciado pela Caixa Econômica Federal nesta semana endossa um novo cenário para o crédito no Brasil. Neste ano, o banco já reduziu a taxa em 63%, que a partir de 1º de dezembro cairá de 9,99% ao mês (a.M.) para 4,99%, e a expectativa é de que outras instituições sigam o movimento. Apesar disso, o consumidor ainda precisa ficar atento aos juros e tomar medidas para não se endividar desnecessariamente.

"Essa nova redução indica ao mercado que o juro baixo veio para ficar. Que existe uma necessidade de readequa-ção do spread bancário no Brasil. Os bancos digitais já vinham trabalhando com taxas menores, e agora vem um banco público na mesma direção", explica o economista Ricardo Coimbra. "Acredito que, na sequência, o Banco do Brasil deva seguir esse mesmo direcionamento, acirrando ainda mais a competição".

Ainda assim, o economista Alex Araújo alerta que o momento é de cautela e que os consumidores devem rever prioridades antes de optar pelo cheque especial. "Apesar do movimento de queda, isso não necessariamente significa que seja um momento adequado para se endividar. Eu acho que a queda do cheque especial tem ganhado destaque, mas estes juros ainda são muito altos. O cheque especial é para ser usado quando o consumidor não tiver outra alternativa", aponta.

Araújo reitera que o impacto dos juros do cheque especial no orçamento continua muito elevado. "O Governo quer abrir um movimento de competição entre os bancos. O consumidor precisa ficar atento a isso. O cheque especial não é um instrumento adequado de endividamento. Ele é para ser usado apenas numa emergência", acrescenta.

Questionado sobre possíveis mudanças nas taxas de juros, o Banco do Brasil informou apenas que "mantém monitoramento constante dos movimentos de mercado, com o objetivo de oferecer a melhor taxa para esta linha de crédito, cujo uso tem caráter emergencial".

O Itaú Unibanco afirmou manter preços competitivos no mercado. "Os valores cobrados dependem de fatores que vão além da Selic, como a inflação, os custos operacionais e as características de cada produto ofertado, além de considerar o perfil e o relacionamento do cliente. Para o cheque especial, as taxas variam a partir de 2,6% a.M".

O Santander disse que, no momento, não há alteração, mas que o banco é o único do mercado que concede dez dias sem cobrança de juros para todos os clientes pessoa física (no uso do limite extra da conta corrente). Procurado pela reportagem, o Bradesco não encaminhou posicionamento sobre o assunto até o fechamento desta edição.

Queda da Selic

De acordo com a Caixa, a redução de taxas de suas linhas de crédito se deu em resposta à queda da taxa básica de juros (Selic), hoje no seu menor patamar histórico, de 5% ao ano (a.A.), e das taxas de juros de longo prazo. "(A Caixa) realizou estudos aprofundados em suas margens e, a partir disso, promoveu redução das taxas de juros de seus principais produtos", informou o banco.

Para o economista Lauro Chaves, membro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), embora a reação dos bancos à queda da Selic tenha sido tardia, a medida deverá ajudar a estimular a atividade econômica, seja por facilitar o financiamento do consumo das famílias como os investimentos das empresas. "Porém as taxas de juros para pessoas físicas e pessoas jurídicas não caíram na mesma proporção que a Selic", aponta.

Ele avalia que a decisão é importante por sinaliza ao mercado que o Governo está tentando acelerar a economia e diz ser "impensável" os bancos cobrarem juros de mais de 300% a.A. Com uma inflação em torno de 3%. "Isso se dá, em grande medida, pela baixa concorrência do setor", diz.

Competição

Durante o anúncio das novas taxas da Caixa, o presidente do banco, Pedro Guimarães, reconheceu que os juros de 4,99% a.M. "ainda são extremamente elevados".

"Nós continuamos estudando a contínua melhora econômica do Brasil, e poderemos continuar abaixando, mas a eventual piora também leva ao aumento", disse Guimarães na ocasião.

Para Lauro Chaves, a concentração do mercado de crédito do País ainda é uma barreira para a concessão de taxas mais acessíveis. "Praticamente 80% dos ativos financeiros do País estão concentrados em apenas cinco bancos, dois deles estatais.

Para que haja uma redução dos juros para o cliente final, seja pessoa física ou jurídica, é preciso criar meios para aumentar o mercado de crédito, que pode se dar com a entrada de bancos estrangeiros ou pela criação de fintechs", conclui Lauro Chaves.

Novas regras

O Governo se prepara para lançar novas regras para o cheque especial, que tem um dos maiores juros do mercado- a média anual foi de 307,6% em setembro. Uma das possibilidades é que os bancos possam cobrar do cliente que quiser manter um limite do cheque especial, abrindo espaço para a redução dos juros na operação. Hoje, o mercado pode elevar ou reduzir limites conforme o perfil do cliente.

(Diário do Nordeste)

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