Sem citar nomes, pastor chamou generais do Alto Comando de "cambada de frouxos" e "omissos".
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um prazo de 15 dias para que o pastor Silas Malafaia preste esclarecimentos sobre ter chamado integrantes do Alto Comando do Exército de “frouxos”. A medida é tomada no âmbito de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.
A declaração ocorreu durante uma manifestação realizada em abril do último ano na Avenida Paulista em prol da anistia aos condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023. Durante seu discurso, o líder cristão disparou contra a cúpula da força militar, mas não chegou a mencionar nomes explicitamente.
– Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição – declarou o pastor, sobre o carro de som.
Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a declaração ofende os generais que integram o Alto Comando e impõe a eles falso crime de prevaricação. Gonet apresentou uma denúncia envolvendo o caso no último dia 18 de dezembro, como resposta a uma representação apresentada por Tomás Paiva.
O PGR ressaltou ainda que a fala foi publicada pelo pastor nas redes sociais e acumulou 300 mil visualizações. Para ele, o caso pode estar relacionado ao inquérito das fake news e das milícias digitais.
Em contato com a Folha de S.Paulo, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) disse que a ligação com os referidos inquéritos não existe e ressaltou que a ação deveria tramitar em primeira instância, porque ele não possui foro privilegiado. Também frisou não ter citado o nome de ninguém, tampouco o de Tomás Paiva.
– O que tem a ver uma expressão de opinião em uma manifestação com fake news e milícia digital? Isso se chama liberdade de expressão, que Alexandre de Moraes transformou em crime de opinião com esse inquérito imoral e ilegal de fake news. Isso é perseguição política, é conluio! – pontuou.
O prazo de 15 dias para que a defesa de Malafaia se manifeste finaliza nesta quarta-feira (7), haja vista que passou a contar a partir do dia 23 de dezembro, quando a notificação foi realizada.
Fonte: Pleno News













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