O programa da China no Brasil entrou no radar do Congresso após suspeitas de possível uso militar disfarçado de cooperação civil.
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) aprovou em 3 de março de 2026 um requerimento exigindo explicações do Ministério da Defesa, diante do risco potencial para a soberania nacional. A informação é do portal especializado Revista Sociedade Militar.
O caso envolve projetos espaciais e tecnológicos que poderiam apoiar capacidades estratégicas chinesas na América Latina. Nesse sentido, parlamentares avaliam que o programa da China no Brasil pode ter implicações diretas para a segurança regional.
A principal preocupação é que o programa da China no Brasil possa evoluir para uma possível base militar estrangeira em território nacional, hipótese citada em relatório apresentado ao Congresso dos Estados Unidos.
Além disso, o documento afirma que Pequim estaria expandindo infraestrutura espacial usando projetos civis como cobertura para reforçar a consciência de domínio espacial do Exército de Libertação Popular.
Nesse sentido, parlamentares consideram a iniciativa sensível para a segurança do Estado e a integridade territorial brasileira. Portanto, o Ministério da Defesa deverá esclarecer o alcance real dessas atividades.
O relatório menciona a estação terrestre Tucano Ground Station, criada por acordo de 2020 entre a empresa brasileira Ayla Nanossatélites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology.
O pedido de esclarecimentos surgiu após denúncias apresentadas em 26 de fevereiro de 2026 em Washington sobre a presença de instalações chinesas na região.
Enquanto isso, o relatório identifica pelo menos 11 instalações ligadas à China em cinco países, associadas a políticas de fusão civil-militar. (Foto: EBC; Fonte: Sociedade Militar)












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